O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) alerta para a necessidade Guia de Trânsito Animal (GTA), sempre que for necessário transportar animais nas estradas que cortam o Estado. O controle dessa movimentação é fundamental para a manutenção da sanidade animal no território capixaba.
Segundo o médico veterinário Fabiano Fiuza Rangel, chefe do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Animal do Idaf, o trânsito de animais é um dos grandes responsáveis pelo surgimento de doenças nos rebanhos. “A GTA permite efetuarmos esse controle, evitando a introdução de doenças que coloquem em risco a população ou causem prejuízos aos produtores e aos demais segmentos econômicos”, diz.
O trânsito de animais sem a GTA implica na apreensão dos veículos transportadores, que são liberados após cumpridas todas as medidas administrativas. Os produtos e subprodutos de origem animal, como leite e derivados, pescado, entre outros, são destruídos e os animais encaminhados para abate ou sacrifício sanitário, não cabendo indenização ao proprietário, estabelecimento ou condutor, conforme prevê o Decreto Estadual nº 4.495, de 1999.
Esse procedimento impede que doenças sejam disseminadas em caso de animais contaminados, tendo em vista que a ausência do documento compromete a identificação da origem desses animais. O transporte até o local de destruição dos produtos, abate ou sacrifício sanitário é de responsabilidade de seus condutores ou proprietários.
O médico veterinário explica, ainda, que em caso de focos de doenças de notificação obrigatória, como febre aftosa e influenza aviária, é necessária a adoção de medidas de proteção, como a restrição de trânsito – não apenas de animais, mas também de pessoas e produtos, o que levaria a um grande impacto econômico e social no Estado. “O Espírito Santo é um dos poucos habilitados a exportar para a União Europeia. Caso o Estado seja atingido por alguma doença, pode ocorrer a restrição da exportação de produtos agrícolas e minerais, que tem representação significativa para a economia estadual”, conclui Fabiano Fiuza.
Para obter a GTA, os proprietários devem procurar o escritório do Idaf em seu município, munido do documento de identificação e da ficha de produtor. O documento é obrigatório para todas as espécies animais, com exceção de cães e gatos.
Guia de Trânsito Animal (GTA)
A GTA é o documento oficial e obrigatório que autoriza o trânsito intra e interestadual de animais destinados a cria, engorda, reprodução, abate e participação em eventos.
A movimentação de bovinos, bufalinos, suídeos, ovinos, caprinos, equídeos, aves e outros animais domésticos, ornamentais ou domesticados com finalidade comercial ou não, no território do Espírito Santo, só é permitida mediante apresentação de Guia de Trânsito Animal.
A GTA também é utilizada na rastreabilidade de animais vivos, por isso, deve ser emitida uma guia para cada origem e para cada destino. O documento deve ser arquivado durante cinco anos, pois, em caso de problemas sanitários que exijam a comprovação de origem dos animais adquiridos, o produtor poderá sofrer restrições no que diz respeito a futuras indenizações.
Fique atento
– Só transporte animais com documento sanitário – GTA;
– Para emitir a GTA, tanto o vendedor quanto o comprador devem estar devidamente cadastrados no Idaf;
– Mantenha atualizada a população de animais de sua propriedade, evitando o bloqueio automático pelo sistema na emissão de GTA por falta de saldo;
– Lembre-se: todo animal transportado com documentação sanitária atualizada representa lucro para o seu proprietário, credibilidade para quem transporta ou compra e segurança para todos;
Redação Campo Vivo (com informações de Francine Castro)
Comente esta notícia. Clique aqui e mande sua opinião.
(É necessário colocar nome completo, e-mail, cidade e o título da notícia comentada. Todos os comentários enviados serão avaliados previamente. O Portal Campo Vivo não publicará comentários que não sejam referentes ao assunto da notícia, como de teor ofensivo, obsceno, racista, propagandas, que violem direito de terceiros, etc.)
Siga o Campo Vivo no Twitter @CampoVivo
O Campo Vivo também está no Facebook

