Para definir a criação de uma Unidade de Conservação e esclarecer as dúvidas da população sobre a implantação da Floresta Municipal (Flomu), será realizada nesta quinta-feira (15) uma reunião no município de Dores do Rio Preto. Participarão cerca de 150 pessoas, entre representantes do poder público municipal, associações e do Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental.
O evento está programado para as 19h30min, no salão Djalma de Sá Barbosa, na sede do município. Após os esclarecimentos, os representantes vão definir se aprovam a implantação do Polo de Educação Ambiental. A audiência pública é uma exigência do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) para transformar o local em floresta municipal.
A implantação da unidade em Dores do Rio Preto é uma parceria entre o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a Prefeitura Municipal de Dores do Rio Preto (PMDRP) e o Iema. A área destinada à formação da Flomu possui 11 hectares, compreendendo plantas nativas, medicinais, trilhas para caminhada. No local também será implantada a nova sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA). O espaço tem como objetivo realizar o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais, além da pesquisa e da educação ambiental.
A meta é utilizar a área como Polo de Educação Ambiental, disponível a visitas, e servir como viveiro de mudas de plantas nativas para recuperação de áreas degradadas, implantação de Área de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal.
De acordo com o extensionista do Incaper, Norberto Neves, o local também servirá de viveiro para produção de mudas de espécies nativas, que serão distribuídas para os produtores rurais de Dores do Rio Preto. “A distribuição de mudas de plantas nativas da região vai acontecer para que áreas de degradação ambiental possam ser recuperadas”, afirma.
As Áreas de Preservação Permanente (APP) são locais nos quais a existência da mata ciliar é fundamental para evitar erosões e assoreamento, como por exemplo, margens de rios, topos de morros e áreas com declividade superior a 45°.
Leandro Abreu
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