Produção de bezerros no país atingirá 50 milhões em 2011, afirma Minerva

por admin_ideale

 

O presidente do frigorífico Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, disse que o Brasil produzirá 50 milhões de bezerros até o final deste ano. Para 2012, haverá um crescimento de 3% a 4% desses animais.


– No Brasil, estamos caminhando para o ponto de inflexão do ciclo da pecuária. Temos aumento de estoques de vacas e bezerros. Poucos países estão nesse processo de recomposição do rebanho. O criador brasileiro ainda está com boa produtividade – disse o executivo.


Segundo ele, em um mundo de demanda crescente, o Brasil ocupará uma posição única no mundo como fornecedor de carne bovina, já que o que se observa é uma redução na produção da proteína nos principais concorrentes do país, principalmente os desenvolvidos.


– Na Europa, estão diminuindo os subsídios à produção; nos Estados Unidos, temos o menor rebanho dos últimos 60 anos e o foco está no subsídio ao etanol e os produtores estão deixando a atividade pecuária para investir em etanol. Na Austrália, temos rebanho estável (flat) e não aumenta por falta de água. Na Argentina, problemas internos políticos prejudicam o setor. Estamos no lugar certo para produzir proteínas – explicou o executivo.


Ele também disse que 2012 será um período sem grandes “surpresas” no preço da arroba do boi.


– Os contratos negociados na BM&FBovespa indicam preços 5% menores para o ano que vem – declarou.


Com relação à demanda, no mercado doméstico, é “bastante pujante, ainda mais com crescimento de renda da população.” O Nordeste é uma região-foco da empresa para o ano que vem.


No mercado externo, conforme Queiroz, a demanda por carne bovina continuará, principalmente em mercados em desenvolvimento. Sobre China, o executivo disse que há um grande potencial de aumento de demanda. O consumo per capita na China é pouco, cerca de 3 quilos/ano.


– Mas fizemos uma conta: se cada chinês consumir pelo menos um hambúrguer a cada dois meses, há um aumento de um quilo no consumo per capita/ano. Vemos que a China cada vez mais está se direcionando para um consumo ocidentalizado – declarou.


Hoje, 8% do volume exportado da companhia são para Hong Kong e China continental. Se incluir países do Oriente Médio, Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos, países que também estão mais flexíveis para exportações de proteínas, esse porcentual passa para 40%.


Rússia e Paraguai


Queiroz informou que sua unidade no Paraguai está operando normalmente, com produção destinada ao mercado interno, Brasil e Rússia. Para o Chile, grande mercado consumidor da carne paraguaia, a empresa está atendendo o país de unidades brasileiras.


– Essa é a beleza da diversificação geográfica – ressaltou.


Sobre o embargo russo a frigoríficos brasileiros, Queiroz se mostrou confiante na reversão da medida adotada pelo país.


– Os técnicos estão visitando unidades brasileiras, inclusive algumas nossas. Só de estarem fazendo essas visitas, é um sinal de reversão do embargo e até novas habilitações de unidades em breve – declarou.


 


Agência Estado


 


 


 


Comente esta notícia. Clique aqui e mande sua opinião.


(É necessário colocar nome completo, e-mail, cidade e o título da notícia comentada. Todos os comentários enviados serão avaliados previamente. O Portal Campo Vivo não publicará comentários que não sejam referentes ao assunto da notícia, como de teor ofensivo, obsceno, racista, propagandas, que violem direito de terceiros, etc.)


 


Siga o Campo Vivo no Twitter  @CampoVivo
O Campo Vivo também está no Facebook


 

Você também pode gostar

Reset password

Enter your email address and we will send you a link to change your password.

Powered by Estatik

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Vamos supor que você está de acordo, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar