O radicalismo não será tolerado na votação do novo Código Florestal no Plenário do Senado, prevista para a próxima terça, dia 6. A declaração é do presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), senador Acir Gurgacz (PDT-RO). A matéria será apreciada na Casa pela última vez antes de voltar para a Câmara, após ter sido aprovado, nesta quarta, dia 30, o requerimento de urgência. Sua manifestação é apoiada por outros senadores integrantes da comissão.
– Os radicais, não podemos contar com eles nem de um lado nem de outro. Não é com radicalismo que resolveremos os problemas do Brasil – afirma.
De acordo com o senador, o texto em exame é resultado de ampla discussão com a sociedade. Aponta ainda que os debates começaram antes mesmo de a matéria começar a tramitar no Senado.
– Grupos radicais criticam tanto os agricultores eficientes, que consideram bandidos, como os produtores incompetentes – diz.
Para o senador Cyro Miranda (PSDB-GO), tais radicais representam um pequeno grupo de parlamentares e de entidades, que consideram a proposta de Código florestal em exame “o pior de todos”. Miranda argumenta que o debate em torno do assunto foi democrático e resultou em um texto equilibrado, que atende a todos.
A opinião do senador Casildo Maldaner (PMDB-SC) é de que os governos estimularam os agricultores a desmatar para “tomar posse do Brasil”. Para ele, esses trabalhadores não são culpados por devastarem e enfrentarem dificuldades para gerar o desenvolvimento do país. No entanto, diz o senador, atualmente, o desenvolvimento deve ser feito com sustentabilidade.
Já o senador Blairo Maggi (PR-MT), salienta não aceitar que os produtores rurais sejam considerados criminosos por terem derrubado florestas para produzir alimentos.
– Criminosos seriam se não estivessem cumprindo a função social da terra para colocar o leite nas prateleiras. As pessoas pensam que tudo nasce na gôndola do supermercado. Têm pena de matar um frango ou abater um boi, mas gostam de comer um bife – pontua.
Agência Senado
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