Técnicos e produtores da Bahia conhecem pesquisas capixabas com café conilon

por admin_ideale

 

Representantes da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), da Secretaria de Agricultura , Irrigação e Reforma Agrária da Bahia, do Sindicato Rural de Itabela e produtores rurais baianos conheceram, nesta quinta-feira (10), as tecnologias para o café conilon desenvolvidas pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) na Fazenda Experimental de Marilândia.


Os representantes das entidades do Governo e de organizações privadas se reuniram com a diretoria do Incaper, em Vitória, para tratar de uma cooperação técnica, que será firmada entre o Incaper e o Governo da Bahia, a Prefeitura e Sindicato Rural de Itabela, a Embrapa Café e instituições privadas para a difusão do conhecimento entre os órgãos com relação ao apoio no desenvolvimento para as áreas tecnológicas, tanto em pesquisa quanto em transferência de tecnologias.


Segundo o coordenador do programa de cafeicultura do Incaper, Romário Ferrão, o município de Itabela possui a maior produção de café conilon na Bahia, onde é utilizada a tecnologia capixaba. “Esta parceria será formalizada, pois os baianos sempre utilizaram nossas tecnologias, e após o convênio teremos como ajudá-los de maneira mais consistente a melhorar a produção e a produtividade”.


O coordenador acrescenta que os representantes vieram ao Espírito Santo para conhecer como funciona uma Fazenda Experimental. “A Prefeitura de Itabela e a EBDA querem montar uma fazenda experimental, por isso vieram conhecer a Fazenda de Marilândia”, destaca.


Os pesquisadores do Incaper ligados à cafeicultura acompanharam a visita à Marilândia. Eles conheceram várias tecnologias envolvendo o café conilon, como a transferência de tecnologia ligada às variedades, manejo do solo, planta e de pragas, poda programada, adubação, entre outras.


“O café conilon é importante para a economia de muitos municípios da Bahia, que vem aumentando sua produção e produtividade. E se espelhar na produção do Espírito Santo é uma grande saída, pois possuímos a maior produção desta variedade no Brasil e tivemos recorde na produção na safra 2011/2012”, frisa Romário Ferrão.


Panorama


O Espírito Santo possui uma área aproximada de 500 mil hectares de lavoura de café, responsável pela produção de mais de 11.500 milhões de sacas, oriundas de 60 mil propriedades localizadas no Estado. Essa produção coloca o Espírito Santo como o segundo maior produtor do Brasil, com 25% da produção nacional. Quando tratado apenas do conilon, o Estado ocupa o primeiro lugar, com 72 % da produção do Brasil. Se fosse um País, o Estado seria o terceiro maior produtor mundial, perdendo para o próprio Brasil e Vietnã.


O café está presente em todos os municípios capixabas, exceto Vitória, sendo o maior gerador de empregos no Estado. A cafeicultura é a principal atividade econômica em 80% dos municípios e representa, sozinho, 43% do PIB agrícola do Espírito Santo. Toda cadeia que envolve o café gera aproximadamente 400 mil postos de trabalhos por ano, e só no setor de produção são envolvidas 131 mil famílias. A produção que gera esse grande negócio é obtida prioritariamente por produtores de base familiar, com tamanho médio das lavouras em torno de 4,8 hectares para o café arábica e 9,4 hectares para o conilon.


Dentro da produção de café estadual, aproximadamente 73% é de conilon e 27% de arábica. O café conilon é plantado em 64 municípios, em regiões quentes, com altitudes inferiores a 500 metros. Os maiores produtores são Vila Valério, Jaguaré, Sooretama, Linhares, Rio Bananal, São Mateus, Nova Venécia, Pinheiros São Gabriel da Palha, cuja produção de cada município é superior a 400 mil sacas por ano.


Já o arábica é produzido em 43 municípios capixabas – em regiões com altitude superior a 500 metros – envolvendo 20 mil propriedades. Cerca de 70% da produção vem das regiões do Caparaó e Serrana, sendo que os principais municípios produtores são Brejetuba, Iúna, Vargem Alta, Muniz Freire e Irupi, Ibatiba. A produtividade média no Estado é de 17,85 sacas beneficiadas/ha, mas muitos produtores alcançam produtividade superior a 40 sacas/ha, atingindo até 80 sacas/ha. A safra estimada para 2011 é de 3,078 milhões de sacas.


 



Otavio de Castro


 


 


 


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