A Polícia Federal indiciou na última sexta, dia 4, criminalmente o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi por formação de quadrilha, peculato e fraude à Lei de Licitações. Durante duas horas, Rossi foi interrogado pelo delegado Leo Garrido de Salles Meira, que conduz inquérito sobre suposto desvio de R$ 2,72 milhões do Programa Anual de Educação Continuada (PAEC) para capacitação de servidores do Ministério.
A Polícia Federal atribui a Rossi o papel de “líder de organização criminosa enraizada no seio do Ministério da Agricultura”. O ex-ministro negou envolvimento nas irregularidades que a Polícia Federal aponta. Rossi disse que ministro não tem atribuição para acompanhar processos de licitação. Segundo ele, ministro tem “posição política, papel estratégico”.
Rossi foi o quarto ministro do governo Dilma Rousseff (PT) que perdeu o cargo. Ele saiu do Ministério em agosto, mergulhado em uma sucessão de denúncias envolvendo sua gestão em tráfico de influência, falsificação de documento público, falsidade ideológica, corrupção ativa e distribuição de propinas a funcionários que teriam participado do procedimento administrativo que ensejou a contratação da Fundação São Paulo (Fundasp), mantenedora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Agência Estado
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