As negociações de entresafra, com forte participação dos produtores em relação ao preço de venda, fizeram com que o mercado desta safra já começasse bastante aquecido. O preço ao produtor deve ser de aproximadamente R$ 3,40 até o final do mês de novembro, quando haverá uma nova mudança para baixo, que de acordo com Percival Costa, engenheiro agrônomo e diretor da Apabor (Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha) deve girar em torno de 11%.
Segundo Costa, esta é a expectativa caso as bolsas de valores continuem como estão. “Já para os próximos anos, a perspectiva de preço é muito boa, devido à forte demanda da China e a baixa produção mundial, no entanto estamos cautelosos”, acrescenta.
A produção em outubro ainda foi baixa, mas para novembro a previsão é de triplicar o volume produzido em relação ao mês anterior. O período de seca deste ano foi brando, permitindo um reenfolhamento perfeito para a nova sofra. Além disso, os produtores já iniciaram a estimulação das seringueiras com o produto que mantém os vasos laticíferos abertos por mais tempo.
Costa comenta que apesar de a seca deste ano não ter sido muito forte, para a planta dar início a uma pequena produção é necessário pelo menos 50 milímetros de chuva, e para utilizar o estimulante, que acelera a produção, é preciso no mínimo 100 milímetros. “As chuvas deste mês já atingiram os 100 milímetros na região de São José do Rio Preto, uma das maiores produtoras de borracha, o que realmente vai dar início a produção”, conclui.
De acordo com a Apabor, o Brasil produz hoje cerca de 130 mil toneladas de borracha natural por ano, sendo 59% pelo Estado de São Paulo.
Agrolink com informações de assessoria

