Atayde propõe comenda para homenagear os pomeranos

por admin_ideale

 

O deputado Atayde Armani (DEM) apresentou à Assembleia Legislativa (Ales) o Projeto de Resolução nº 038/2011, que institui a Comenda do Mérito Legislativo “Professor Hermann Berger” para homenagear imigrantes pomeranos e seus dependentes que se destacaram no trabalho pelo desenvolvimento do Estado.


Pela proposta, a Comenda será concedida anualmente a dez personalidades, em sessão solene a ser realizada, preferencialmente, em 28 de julho. Na justificativa da proposição, o parlamentar faz um breve relato da história dos pomeranos no Espírito Santo e diz que a homenagem é uma questão de justiça aos que desbravaram as terras capixabas, fundando vilas e deixando um legado de tradições culturais.


A imigração pomerana começou no Sul do País, em 1824. Por volta de 1840 teve início no Espírito Santo. “Os colonos pomeranos tiveram muitas dificuldades até chegarem a Santa Maria de Jetibá, pois nem tudo correu como planejavam”, relata Atayde Armani em sua justificativa.



 


História


Depois de longa viagem marítima (cerca de sete semanas), aportavam em Vitória, onde eram alojados na hospedaria Pedra D’água, na ilha da Pedra D’água, na Baía de Vitória. Dali, depois de uma quarentena, eram transportados para o Porto de Cachoeiro, em canoas, via Rio Santa Maria da Vitória.


Os homens seguiam a pé, abrindo picadas na mata, enquanto mulheres e crianças viajavam no lombo de burros. A colonização do município de Santa Maria de Jetibá começa por volta de 1857, com a chegada dos primeiros pomeranos. Em 1858 e 1859 chegaram mais algumas dezenas deles. Muitos outros vieram em 1869, mas a maior parte chegou em 1872 e 1873.


 


Berger


A família Berger, uma das mais tradicionais, desembarcou no Porto de Vitória em 11 de dezembro de 1872, no navio Diligente. Porém, antes de chegar ao Espírito Santo, passou por Santa Catarina, por volta de 1860, lá ficando até 1866, quando se transferiu para a Fazenda de Santana, no Rio de Janeiro, onde ficou até 1872.


Ao mudar-se para o Espírito Santo, subiu o Rio Santa Maria da Vitória até Santa Maria de Jeribá, onde lhe foi doado um pedaço de terra pelo Governo para morar e trabalhar. Fixou residência em São Sebastião de Belém, onde o patriarca Hermann Berger trabalhou como agricultor e ensinou muitos jovens a ler, escrever e cantar (canções dos hinários). Ele morreu em 19 de junho 1913, aos 78 anos, deixando 11 filhos.


 


Redação/Ales


 


 


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