O Paraguai retirou a suspensão das exportações de carne bovina do país, imposta em 19 de setembro após um surto de febre aftosa. O ministério de relações exteriores do Paraguai, país que é um dos maiores exportadores de carne bovina, agora vai começar a negociar com os importadores para retomar as vendas, de acordo com a agência nacional de saúde animal, Senacsa.
Antes da restrição nos embarques, esperava-se que o Paraguai se tornasse o oitavo maior exportador mundial de carne bovina neste ano, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A carne é o segundo produto mais importante na pauta de exportação do Paraguai, depois da soja, e a suspensão temporária deve ter efeito notável no crescimento econômico do país neste ano.
Durante os primeiros quatro meses de 2011, o Paraguai exportou 57 mil toneladas de carne bovina, sendo 22 mil toneladas enviadas ao principal comprador, a Rússia. De acordo com a Senacsa, 19 mil toneladas foram exportadas para o Chile. Em 2010, o Paraguai exportou 170,34 mil toneladas de carne bovina, avaliadas em US$ 807 milhões.
O surto de aftosa no Paraguai se limitou ao racho Santa Helena, na região central. O governo isolou rapidamente a área e abateu o rebanho infectado. A vacinação contra a doença já é obrigatória no país, o que ajuda a conter a disseminação da doença. A febre aftosa é uma infecção causada por vírus que atinge principalmente o gado, suínos e outros animais de casco fendido. Embora raramente seja fatal, geralmente causa perda de peso nos animais afetados e queda na produção de leite, elevando os custos do produtor.
Agência Estado
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