O primeiro levantamento da safra de grãos 2011/2012, feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) com base na intenção de plantio dos agricultores, prevê uma produção entre 157 milhões e 160,58 milhões de toneladas. O resultado da pesquisa apresentada nesta quinta, dia 6, é entre 3,7% e 1,5% menor do que o da safra 2010/2011 (encerrada em 30 de junho), quando foram colhidos 162,95 milhões de toneladas de grãos.
Tradicionalmente, a Conab apresenta dados mais conservadores nos primeiros levantamentos, que vão sendo consolidados a cada mês. Atualmente as condições do clima mostram o contrário das projeções apontadas.
– A tendência de chuva com regularidade nos próximos três meses, principalmente no Centro-Oeste, dá uma sinalização muito positiva. Até mesmo a preocupação em relação a uma possível estiagem no Sul poderá não se confirmar e os números para o ano que vem podem ser surpreendentes – afirmou o diretor de política agrícola e informações da Conab, Sílvio Porto.
Para a área plantada a previsão é que haja aumento entre 1% e 2,9% em relação aos 49,9 milhões de hectares plantados na safra passada, situando-se entre 50,431 milhões e 51,358 milhões de hectares. As produções de milho primeira safra com 7% de aumento e soja com 3,5% são os principais responsáveis pelo crescimento. O plantio de milho cresce impulsionado pelos preços altos.
Entre as culturas com estimativa de redução de área estão o arroz, que deve perder entre 2,7% e 0,6% o espaço cultivado na safra anterior, quando chegou a 2,820 milhões de hectares, além do feijão primeira safra, que deve ficar entre 8% e 5% da área de 1,420 milhão de hectares do último ciclo.
O estudo foi realizado entre os dias 18 e 21 de setembro por cerca de 60 técnicos da Conab, com informações de órgãos públicos e privados ligados à produção agrícola.
De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, José Carlos Vaz, apesar da queda do preço das commodities agrícolas, a rentabilidade para os produtores deve se manter estável, devido principalmente à alta do dólar.
– Nós acreditamos que a renda vai ficar mais ou menos nos mesmos níveis. Nós tivemos um aumento dos custos de produção da safra que está sendo plantada, mas a relação entre o real e o dólar nos dá uma maior vantagem competitiva com relação a outros países exportadores – explicou Vaz.
Agência Brasil e Canal Rural, com informações da Conab
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