Idaf alerta para sintomas e cuidados com a raiva

por admin_ideale

 

Aproveitando o Dia Mundial Contra a Raiva, celebrado nesta quarta-feira (28), o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) alerta para os perigos da doença e as medidas necessárias para combatê-la, buscando aprimorar a prevenção, vigilância e controle da enfermidade. O Espírito Santo conta, atualmente, com um laboratório de diagnóstico da raiva, que realiza exames gratuitos para todos os municípios capixabas. O laboratório, que funciona no Instituto Biológico do Estado do Espírito Santo, em Cariacica, é de responsabilidade do Idaf.


O coordenador do laboratório, o médico veterinário Thiago Farias, explica que a vacinação, principalmente nos herbívoros, é importante devido ao aumento de diagnósticos positivos da raiva no Estado e dos prejuízos aos produtores com a perda dos animais.


Este ano, o laboratório já realizou 645 exames, com 39 diagnósticos positivos da doença, sendo 31 em bovinos, sete em equídeos e um em felino. Não há incidência de raiva humana no Estado desde 2003.


Treinamentos


Para o aprimoramento das atividades relacionadas ao diagnóstico e controle da raiva, os técnicos do Idaf participam constantemente de treinamentos e reciclagens. Esta semana, por exemplo, a médica veterinária Karina Miranda Marinho participa, em São Paulo, de capacitação realizada pelo Instituto Pasteur – laboratório referência no Brasil quanto ao diagnóstico virológico, à sorologia para avaliação de anticorpos anti-rábicos e ao atendimento ambulatorial.


Na ocasião, a profissional conhecerá um pouco mais sobre temas como “Variantes do vírus da raiva no Brasil” e “Aspectos clínicos e diagnósticos diferenciais da raiva humana”. Ela também participará da Reunião com Laboratórios de Raiva, com o objetivo de aumentar a vigilância epidemiológica, e da Reunião da Defesa Animal, que visa a melhorias no Programa de Raiva em Herbívoros.


Prevenção


O coordenador do Programa Nacional de Controle da Raiva em Herbívoros no Espírito Santo, Luiz Carlos Barboza Tavares, orienta que a melhor forma de prevenir a enfermidade é a vacinação do rebanho. “Os animais acima de três meses de idade devem ser vacinados anualmente. Se for a primeira dose, é necessário repetir o procedimento após 30 dias. Em algumas situações, como locais com muitos registros de sugadura de morcegos, a vacina deve ser aplicada de seis em seis meses”, alerta.


É importante, ainda, que o produtor rural esteja atento aos sintomas nos animais, como mudança de comportamento, salivação excessiva, andar cambaleante, queda devido à paralisia de membros e dificuldade de deglutir alimentos e ingerir líquidos. Em caso de suspeita da doença, o produtor deve entrar em contato com o escritório do Idaf no município. Ao serem informados, os profissionais do Instituto comparecem ao local para tomar as devidas providências e colher material para a realização do diagnóstico, que irá confirmar ou não a ocorrência da doença.


Educação sanitária e ambiental


O Idaf desenvolve, ainda, por meio da Comissão de Educação Sanitária e Ambiental (Cesa), o projeto “Educação para prevenção da raiva animal”, que visa conscientizar os produtores quanto aos riscos, às formas de prevenção da enfermidade e os procedimentos em caso de suspeita ou diagnóstico positivo na propriedade.


As parcerias com as prefeituras municipais de Itarana, Laranja da Terra e Santa Teresa estão propiciando a realização de atividades envolvendo as escolas da zona rural, funcionários de lojas agropecuárias, veterinários autônomos da região e produtores rurais. Segundo a coordenadora da Cesa, Talita de Carvalho Fonseca, o objetivo é promover o controle da enfermidade, garantindo, desta forma, a saúde dos animais e da população.


A raiva


A raiva é uma doença grave, de evolução fatal, que pode acometer todos os mamíferos, inclusive os seres humanos. A raiva em herbívoros – que afeta animais que se alimentam de ervas ou vegetais, como os bovídeos, caprinos, ovinos e equídeos – é transmitida principalmente pelos morcegos hematófagos (que se nutrem de sangue).


 


Francine Castro


 


 


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