Pesquisa compara a qualidade de cultivo orgânico e tradicional dos cafezais

por admin_ideale

 

Um projeto no Espírito Santo está avaliando a qualidade do solo em plantações cafeeiras orgânicas e convencionais. O trabalho, que conta com apoio pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes), é a tese de mestrado de Gabriel Pinto Guimarães, beneficiado pelo edital 03/2010, referente a bolsas de mestrado.


O coordenador da pesquisa, professor Eduardo Sá Mendonça, explica que o objetivo é avaliar os indicadores da qualidade ambiental do solo, de áreas cultivadas com café orgânico e convencional, em propriedades rurais da região do Caparaó. “Estamos avaliando a hipótese de que solos de cultivo orgânico apresentam melhor qualidade do que solos sob cultivo convencional de café. Além disso, estamos avaliando o impacto da mudança do sistema convencional para o orgânico nos aspectos sociais e econômicos das famílias rurais”.


O coordenador explica, também, que o cultivo orgânico gera matéria que melhora as características e propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. Segundo o professor Eduardo, a agricultura orgânica proporciona maiores rendimentos econômicos, qualidade de vida e preservação ambiental do que a agricultura convencional.


A equipe já se reuniu com agricultores da região do Caparaó e selecionou áreas para estudo. Diversas análises físicas e de matéria orgânica serão feitas no solo das propriedades selecionadas, buscando identificar o impacto da agricultura orgânica sobre a qualidade do solo.


O coordenador destaca a importância do apoio da Fundação à pesquisa e ao bolsista. “A parceria com a Fapes é fundamental para a realização dos trabalhos científicos. O Gabriel Pinto Guimarães não teria condições de se manter no mestrado sem a bolsa de estudos fornecida pela Fapes e assim não teria tranquilidade para conduzir os estudos”.


Com a conclusão da pesquisa, a equipe irá se reunir com os agricultores envolvidos e sindicatos rurais dos municípios da região para apresentar os resultados alcançados.  Dessa forma, o projeto proporcionará também discussões sobre o manejo dos cafezais. 




Ana Luiza Freitas


 


 


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