Oitavo maior exportador mundial de carne bovina, o Paraguai suspendeu os embarques por tempo indeterminado após notificar o foco de aftosa. O Senacsa estima que o prejuízo com a interrupção atinja 300 milhões de dólares. A medida pode beneficiar o Brasil, dizem fontes do setor. “Quando um player do porte do Paraguai sai do mercado abre um espaço”, confia o vice-presidente da CNA, Carlos Sperotto. “Se Chile e Rússia – principais importadores – têm necessidade, nada impede o Brasil de preencher espaço”, diz a coordenadora técnica da Abiec, Gabriela Tonini.
Ainda assim, após sucessivos focos no Cone Sul nos últimos anos, a principal preocupação é com o dano à imagem do bloco, embora haja divergências sobre a extensão do impacto. “As ações tomadas pelo Paraguai amenizam a situação”, diz Gabriela. Já na avaliação de Sperotto, o Mercosul não será prejudicado, pois não há negociações como bloco.
Ontem, o Mapa suspendeu preventivamente as importações de carne bovina in natura e animais vivos do Paraguai, por prazo indeterminado. Conforme a Abiec, o país compra cortes nobres embalados, mas muito pouco. Em 2010, o Brasil importou 6,8 mil toneladas do Paraguai.
Correio do Povo
Comente esta notícia. Clique aqui e mande sua opinião.
(É necessário colocar nome completo, e-mail, cidade e o título da notícia comentada. Todos os comentários enviados serão avaliados previamente. O Portal Campo Vivo não publicará comentários que não sejam referentes ao assunto da notícia, como de teor ofensivo, obsceno, racista, propagandas, que violem direito de terceiros, etc.)
Siga o Campo Vivo no Twitter @CampoVivo
O Campo Vivo também está no Facebook

