Museu do Tropeiro valoriza cultura e turismo em Ibatiba

por admin_ideale

 

O município de Ibatiba está no ritmo da tradicional “Festa Caminhos dos Tropeiros”, com um motivo a mais para comemorar. Ganhou de presente o “Museu do Tropeiro Salomão José Fadlalah”. O imóvel foi entregue à população totalmente restaurado, e com novo uso: será um espaço cultural, que preservará a memória da cidade.O Governo do Espírito Santo investiu R$ 205 mil na obra do Museu do Tropeiro, executada pela Prefeitura em um período de oito meses. O espaço funcionará de segunda a sexta-feira das 8 às 17 horas. A entrada é franca.


A obra foi entregue à população neste sábado (03), pelo governador Renato Casagrande e pelo secretário de Estado da Cultura, José Paulo Vicosi, o Frei Paulão, durante solenidade que contou com as presenças de lideranças políticas locais, familiares de Salomão José Fadlalah e moradores, muitos descendentes de tropeiros e alguns deles, que ainda residem na cidade.


José Paulo Vicosi, o Frei Paulão, secretário de Estado da Cultura, agradeceu a Dona Jane pelo gesto da doação, e ressaltou a importância daquele momento para o município. “A Secult está investindo em uma política de preservação do patrimônio, e Ibatiba foi presenteada com este espaço cultural. Nossa equipe se empenhou, e fez tudo com muito respeito à história construtiva do imóvel. Aqui os visitantes poderão conhecer fases importantes, que contribuíram para o desenvolvimento da cidade, como o início da comercialização. Pois foi a partir da chegada dos imigrantes libaneses, dentre eles a família Fadlalah, que o comércio local se desenvolveu”, disse.


E o governador Renato Casagrande ficou animado com o que viu. “Gostei muito da concepção do Museu. Quem passeia por estas salas conhece a historia do município, do Estado, e do Brasil. Eu sempre digo que quem não conhece seu passado, não tem presente, nem futuro”, disse.


O município de Ibatiba fica na região do Caparaó, e a passagem dos tropeiros foi marcante para o progresso da cidade. Eram chamados tropeiros os homens que viajavam pelo território nacional conduzindo animais e atravessando mercadorias, uma atividade determinante para o progresso socioeconômico das regiões que atravessavam.


O casarão foi construído pelo imigrante libanês Salomão José Fadlalah, por volta de 1924, e utilizado como moradia da família, formada pelo casal Fadlalah e os onze filhos. Uma parte do casarão também foi utilizada como comércio, sendo um dos primeiros “secos e molhados” do município de Ibatiba.


Em 1960, quando somente uma das filhas, Dona Jane Salomão Fadlalah morava no casarão, ela o dividiu, passando a servir de escola primária para os poucos alunos que viviam na Vila do Rosário, atual, Ibatiba.


Por decisão de Dona Jane, apoiada pela família, o imóvel foi doado para a Prefeitura com o objetivo de preservar as memórias da cidade, que sempre foi muita ligada aos tropeiros. E o museu foi criado para contar e toda essa trajetória.


Dois ambientes foram denominados “Espaço Tropeiro”, que contam com objetos da época como berrante, estribos de prata, capas de cangaia, chicotes e cabestros, além de muito conteúdo exposto em painéis nas paredes. Duas salas chamadas “Memória da Família”, contam a história dos Fadlalah. Um cômodo denominado “Memória da Cidade”, abrigará exposições temporárias. O Museu também tem biblioteca, sala de vídeo, e salas para a administração.


Emoção


Moradores, muitos da familia Fadlalah, e autoridades foram conferir de perto o trabalho, resultado de um convênio firmado entre a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e a Prefeitura de Ibatiba.


Armando da Silva Machado, de 85 anos, que passou 50 anos trabalhando e ganhando a vida como tropeiro, estava visivelmente emocionado. “Meu coração não aguenta, mas tenho histórias lindas para contar. E ver tudo isso aqui me faz reviver, relembrar daquele tempo. Ficou muito bonita a homenagem”, disse.


Jasson Salomão Fadlalah fez questão de posar ao lado das fotos dos pais, que construíram o casarão. “Tenho muito orgulho de participar da história da cidade. Morei 15 anos aqui nesta casa, e a reforma ficou tão bem feita. Não tem como esconder a emoção”, disse.


 


Serviço
Museu do Tropeiro Salomão José Fadlalah

Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira
Das 08 às 11 horas e 13 às 17 horas
Entrada franca


 


 


Larissa Ventorim


 


 


 


 


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