Nos últimos dias, a Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia manifestou sua preocupação com a quantidade de cultivos de café afetados pela ferrugem. No entanto, o problema está na falta de disponibilidade dos cafeicultores para fertilizar ou substituir os cafezais. Por outro lado, os produtores de café afirmam que não têm garantias nem recursos para fazer o que a Federação recomenda.
O secretário de Desenvolvimento Agropecuário de Risaralda, Luis Alfonso Alzate, disse que a expansão do fungo que ataca os cafezais responde à resistência dos produtores em renovar seus cultivos. “O que acontece é que o cafeicultor não quer passar do café caturro ao tecnificado, apesar de a Federação Nacional de Cafeicultores há vários anos estar fazendo campanha para que se cultivem a “Variedade Colômbia”, espécie resistente à ferrugem”.
Segundo Alzate, se os cultivos afetados não forem substituídos, o fungo de expandirá afetando gravemente a produção do grão em Risaralda.
Em Quindío existem 43 mil hectares de café, onde 20 mil deles são susceptíveis de serem atacados pela praga. “A ferrugem tem afetado 40% das fazendas de café de Quindío. No entanto, o Comitê já tomou medidas para controlar a propagação da doença”, disse o presidente do Comitê de Cafeicultores de Quindío, José Prieto, que acusou os cafeicultores de uma “atitude passiva” frente à renovação dos cultivos. Ele disse que o comitê fornece gratuitamente sementes e peneiras, mas os produtores não estão dispostos a substituir seus cultivos, segundo ele.
Para alguns cafeicultores, o problema é a falta de recursos para renovar seus cafezais, pois garantem que a produção do grão já não é um negócio rentável e substituir parte de um cultivo geraria mais gastos que lucros futuros.
“A colheita do ano passado foi a pior que tivemos. Com esta, estamos nos recuperando, mas a ferrugem e o inverno não têm deixado; por essa razão, precisamos por parte do Governo Nacional e dos bancos de programas de crédito de baixo custo, mas não somente para pequenos produtores, pois toda o setor está em crise”, disse uma cafeicultora.
A Federação e o Ministério da Agricultura da Colômbia destinaram 10 bilhões de pesos (US$ 5,50 milhões) para aliviar a situação dos cafeicultores, dos quais somente 580 milhões de pesos (US$ 318,86 mil) correspondem a Quindío, onde, com esses recursos, apoiarão somente os pequenos e médios produtores de café.
ElTiempo.com , traduzida pela Equipe CaféPoint
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