A habitação rural é um dos itens mais importantes do pacote de benefícios anunciado pelo governo federal após o Movimento do Grito da Terra. As medidas tornam mais flexíveis à análise de terrenos, diminuem a burocracia e aumentam o valor da renda para conseguir os financiamentos.
Só na região de cobertura do Sindicato Rural de Lajeado, no interior do Rio Grande do Sul, são mais de 200 projetos entre reformas e casas novas. A demanda comprova a necessidade de subsídios para a construção de moradias, como é o caso dos produtores rurais, Sérgio e Selmira Mann, que construíram a sua primeira casa de tijolos do casal com o financiamento do banco.
– Até pouco tempo atrás, havia crédito para o produtor fazer um chiqueirão, fazer uma estrebaria, mas não havia um crédito subsidiado para ele fazer a sua casa, para ter mais qualidade de vida. Este é um programa que leva dignidade para o homem do campo e fixa o produtor lá no meio rural, onde ele pode viver com qualidade, produzindo alimentos – declarou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lajeado, Adilson Carlos Metz.
Segundo o presidente da Cooperativa Habitacional da Agricultura Familiar, Juarez da Rosa Cândido, o programa, por ser de habitação, é bastante burocrático.
– Tem a responsabilidade civil; tem o projeto de engenharia, tem o projeto tecnossocial; mas, principalmente, um dos maiores entraves que temos é a documentação dos terrenos – destaca.
Canal Rural
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