Agricultores do noroeste do ES estão terminando a colheita do conilon

por admin_ideale

 


Mesmo há 40 anos a frente da lavoura o agricultor Álvaro de Amorim fica surpreso, a safra de café deste ano está muito boa. “Eu esperava 300 sacas, e veio quase que o dobro”, afirma.


Esta felicidade que não se via no ano passado, quando a seca apertou os dois mil produtores de café arábica de Iúna, no sul capixaba. Mas o maior aproveitamento da safra não está relacionado apenas ao clima.


Os investimentos em pesquisa e tecnologia também ajudaram a elevar a qualidade do produto. “Esse ano houve recuperação dos preços, isso dá uma folga para o produtor de café. Vai dar para fazer investimentos e acertar um pouco das suas contas, porque nós tivemos 10 anos de muito sacrifício para o cafeicultor, principalmente o de arábica”, declara Onofre Rodrigues, agrônomo.


Em Vila Valério, no noroeste do Espírito Santo, o café que predomina é o conilon e a colheita está no fim. O pequeno produtor Tarcizo de Almeida é um dos poucos que ainda colhe os grãos. As plantas são de um clone tardio. A produção dele deve ficar em torno de 400 sacas, um aumento de 20% em relação ao ano passado. “Eu agradeço a Deus pela chuva que tem caído, e os preços houve uma recuperação que também nos ajudou”, diz o produtor.


O município é o maior produtor de café conilon do estado. São 25 mil hectares de área plantada com café. A safra deste ano em Vila Valério deve ficar em torno de 670 sacas, de acordo com o Incaper. E os produtores colheram um grão de melhor qualidade. Está maior e com peso. Resultado das chuvas que vieram na hora certa e dos investimentos nas lavouras.


A colheita do café conilon no estado deve terminar até o fim deste mês. Mais de 90% da produção já foram colhidos e estão nos armazéns. De acordo com a cooperativa de cafeicultores, a safra deste ano deve fechar em 7,5 milhões sacas do grão.


O produtor Gezomar Hertel terminou a colheita há duas semanas. A produção também aumentou. Mas o que está em queda é o preço do café, mas o valor ainda está 20% acima do que era praticado no mesmo período do ano passado. “Dá pra manter a lavoura, fazer uma boa poda e adubação. Vamos preparar o pé para o ano que vem”, comenta o produtor rural.


 


Globo Rural


 


 


 


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