Na manhã desta segunda-feira (07), foi assinado pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do ES (Faes), Julio da Silva Rocha Junior, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes), Lucas Izoton Vieira, e o diretor-superintendente do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Espírito Santo (Sebrae/ES), José Eugênio Vieira, o Protocolo de Intenções, em que o objetivo é fortalecer a agroindústria. As entidades terão 90 dias para apresentar projetos formais da agricultura no Espírito Santo.
As regiões visadas pelas entidades são como as de Caparaó, nordeste e extremo norte do Espírito Santo, que registram inferioridade no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Nesses municípios, a economia depende da agricultura, principalmente familiar.
“Mesmo com apenas 15 dos 78 municípios com vocação industrial, o Espírito Santo tem o maior crescimento industrial do Brasil. Tudo que pudermos agregar valor a agricultura do Estado, será feito”, disse o presidente da Findes, Lucas Izoton.
Além de gerar empregos e rendas familiares nos lugares onde os empreendimentos ainda não chegaram, um dos principais objetivos do projeto é a inclusão social nessas regiões menos desenvolvidas. O presidente da Faes, Julio Rocha Junior ressaltou a procupação com a pobreza no meio rural. “A pobreza no meio rural me assusta. Ela é uma pobreza que passa dissimulada. Eles passam por um problema angustiante de renda. E por isso, a nossa função é também fazer a inclusão social. Isso é um esforço inteligente que vai ajudar nesta questão”, disse.
O Sebrae entra com o suporte à ação, disse o presidente José Eugênio Vieira. “A nossa finalidade é atingir a micro e pequenas empresas. Nós oferecemos capacitação, consultoria tecnológica. Para se ter uma indústria é preciso de estudo para que esses empreendedores não cheguem até nós já com problemas nas mãos. O menos favorecido pode não vir até nós, mas estamos tentando ir até eles”.
Os presidentes disseram que dos projetos que devem ser apresentado em até 90 dias, a primeira coisa a ser feita será mapear as iniciativas de agroindústria e desenvolver planos de ação.
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