De acordo com o levantamento realizado pelo Incaper, divulgado na última sexta-feira (12), na sede da Secretaria Estadual de Agricultura, a seca prolongada no Espírito Santo provocou e ainda vai causar perdas na produção agrícola em diversas culturas.
A longa estiagem e a elevação da temperatura provocam, além da falta de água – necessária para as plantas absorverem nutrientes do solo e para hidratar os animais – a queima de plantas e frutos, o que diminui significativamente a capacidade e a qualidade da produção.
“A falta de chuva diminuiu a produção das lavouras, principalmente no Norte do Estado, onde alguns grãos não chegaram nem a evoluir. Com isso, avaliamos um prejuízo de R$ 400 milhões para o Estado”, afirmou o diretor da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Espírito Santo (Fetaes), Clésio Brandão.
As perdas nas principais atividades da agropecuária capixaba devem chegar a até:
– Café Conilon
= Lavouras Irrigadas – 15%
= Lavouras não Irrigadas – 30%
– Café Arábica – 15%
– Produção de Leite – 20%
– Cana – 25%
– Maracujá – 80% da produção de abril/maio
– Mamão – 20%
– Pimenta do Reino – 25%
Redação Campo Vivo (com informações de Léo Júnior)
Leia: Seag anuncia medidas emergenciais para auxiliar agricultores capixabas
Leia: “A cafeicultura foi a principal cultura atingida pela escassez de chuva no Estado”, afirma Bergoli

