Diante das discussões, promovidas pela CPI dos Agrotóxicos na Assembleia Legislativa capixaba, envolvendo a utilização de defensivos agrícolas nas lavouras capixabas, o agrônomo, do Incaper do município de Linhares, Daniel Duarte, afirmou que o que falta não é informação e sim tecnologias adequadas para o pequeno produtor utilizar os defensivos.
O agrônomo diz que os defensivos agrícolas foram produzidos para grandes propriedades e o modelo foi inserido na agricultura familiar, sem adaptações do ponto de vista ambiental e cultural. “Os pequenos produtores precisam trabalhar, geralmente, em terrenos acidentados e no sol forte. Como que vão suportar o equipamento de pulverização costal mais os EPI’s (equipamentos de proteção individual)? Isso gasta muita energia do produtor. Por isso que muitos não usam os EPI’s. Além disso, as informações contidas na bula dos defensivos não foram elaboradas baseadas na realidade dos produtores. Muitos não conseguem entender os termos usados”, destaca.
Duarte afirma ainda que muitos vendedores de defensivos falam da facilidade do uso do produto para vender mais e ressalta que é preciso investir em pesquisas sobre inimigos naturais para o controle biológico das pragas e sobre adubos verdes para as culturas agrícolas.
Redação Campo Vivo

