No início de julho, as negociações envolvendo o café robusta fluíram de maneira satisfatória no físico brasileiro, sobretudo para o tipo 7/8 bica corrida, variedade destinada principalmente ao consumo interno. No entanto, segundo colaboradores do Cepea, apesar de ter havido boa demanda por parte de torrefadoras, produtores ainda aguardavam preços mais elevados e mantiveram-se retraídos, o que limitou a liquidez dos negócios ao longo do período no Espírito Santo, maior produtor nacional da variedade.
De acordo com agentes de mercado, muitos cafeicultores comercializaram seus lotes por mais de R$ 200,00/sc de 60 kg entre março e abril e, por isso, aqueles que não tinham urgência para vender o café, preferiram aguardar cotações mais remuneradoras para negociar. Em Rondônia, a reduzida disponibilidade do café robusta não foi suficiente para impulsionar as cotações da variedade. A saca de 60 kg de robusta tipo 7/8 (400 defeitos) foi cotada entre R$ 155,00/sc e R$ 165,00/sc a retirar, e os negócios foram pouco significativos.
Em julho, as atividades de colheita foram finalizadas tanto em Rondônia quanto no Espírito Santo. Em Rondônia, cerca de metade da produção havia sido comercializada até o final do mês. A expectativa de cafeicultores é de que a próxima safra (2010/11) de robusta apresente boa qualidade, visto que o clima tem sido favorável à manutenção e desenvolvimento dos cafezais.
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