A CPI dos Agrotóxicos da Assembleia Legislativa (Ales) realiza, a partir das 11 horas desta terça-feira (7), uma diligência na Central de Abastecimento do Estado (Ceasa-ES). O objetivo é verificar as condições dos produtos ali comercializados no que diz respeito à existência de resíduos de defensivos agrícolas.
Os deputados querem conhecer o sistema de distribuição e verificação dos níveis de agrotóxicos nos produtos que chegam à mesa dos capixabas. A diligência na Ceasa-ES, de acordo com a presidente da CPI, deputada Janete de Sá (PMN), dará subsídios para que seja traçado um diagnóstico do quadro no Estado.
Atualmente, dos alimentos comercializados na Central 54% seguem diretamente para os supermercados e 13% para hortifrutis e comércio varejista de pequeno e médio portes. A dificuldade de monitorar a presença de agrotóxicos nos alimentos comercializados nas Centrais de Abastecimentos não é restrita ao Estado, conforme afirmou o diretor técnico operacional da Ceasa-ES, Carmo Zeitune, em depoimento à CPI na semana passada.
“Alimento seguro é um grande desafio para o produtor e para o setor público. E no Brasil ainda não há Central que consiga monitorar os resíduos de defensivos agrícolas nos alimentos”, admitiu, na ocasião.
A deputada Janete de Sá disse, também, que a fase de apuração ainda não está concluída, motivo pelo qual pretende dar sequência aos trabalhos. “Acredito que a prorrogação de 60 dias para fechar o relatório final, proposta pelo deputado Atayde Armani (DEM), será suficiente”. Armani é o relator da CPI.
Redação Ales

