As Centrais de Abastecimento (Ceasa) de todo o País têm dificuldade para monitorar resíduos de defensivos agrícolas nos produtos que comercializam. A afirmação foi feita pelo diretor técnico operacional da Ceasa-ES, Carmo Zeitune, na manhã desta terça-feira (23).
Ele discorreu sobre o tema na reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Agrotóxicos da Assembleia Legislativa (Ales), que aconteceu no Plenário Dirceu Cardoso. Também presente o diretor presidente da Ceasa, Luiz Carlos Prezotti.
O objetivo da CPI é ouvir esclarecimentos sobre a distribuição e verificação dos níveis de agrotóxicos nos alimentos comercializados pela Ceasa. “Alimento seguro é um grande desafio para o produtor e para o setor público. E no Brasil ainda não há Ceasa que consiga monitorar os resíduos de defensivos agrícolas nos alimentos”, disse Zeitune.
As secretarias de Estado da Agricultura e da Saúde têm propostas de fiscalização desses resíduos, e o diretor presidente da Ceasa se mostrou disposto a aderir.
“Estamos abertos para receber o programa de iniciativa das secretarias de Saúde e de Agricultura. É uma excelente proposta e queremos participar da parceria”, afirmou Prezotti.
Na reunião, presidida pela deputada Janete de Sá (PMN), Carmo Zeitune apresentou relatório informando para onde os produtos da Ceasa são encaminhados após saírem da empresa. Segundo ele, 54% seguem diretamente para os supermercados e 13 % para hortifrutis e quitandas.
A presidente da CPI, deputada Janete de Sá, disse que a fase de apuração ainda não terminou, motivo pelo qual pretende dar sequência aos trabalhos: “Acredito que prorrogação desses 60 dias para fechar o relatório final, proposta pelo deputado Atayde Armani (DEM) será suficiente”. Armani é o relator da CPI.
Redação Ales

