A desertificação do solo brasileiro foi tema de seminário realizado na tarde desta quarta-feira (17), no Auditório Hermógenes Lima da Fonseca, na Assembleia Legislativa (Ales), em comemoração ao Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca. A degradação do solo já atinge cerca de 40% da superfície do planeta e interfere negativamente na vida de 2,6 bilhões de pessoas.
No Espírito Santo 24 municípios, localizados em regiões consideradas subúmidas secas, correm o risco da desertificação. São 660 mil hectares considerados improdutivos por causas diversas, principalmente o desmatamento, o extrativismo, as queimadas, os pastoreios e o uso intensivo pela agricultura.
As áreas de risco no Espírito Santo, segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), concentram-se em Baixo Guandu, Colatina, Linhares, Marilândia, Rio Bananal, São Domingos do Norte, Pancas, Sooretama, Alto Rio Novo, Águia Branca, São Gabriel da Palha, Vila Valério, Mantenópolis, Barra de São Francisco, Vila Pavão, Água Doce do Norte, Nova Venécia, Boa Esperança, Pinheiros, Ecoporanga, Ponto Belo, Montanha, Mucurici e Pedro Canário.
Para o ex-secretário estadual de Agricultura e líder do Governo na Ales, deputado César Colnago (PSDB), a alternativa é o agronegócio. “Precisamos buscar alternativas para o desenvolvimento sustentável da agricultura, mas sempre criando políticas públicas de educação permanente sobre os efeitos da desertificação, onde o Governo incentive o agricultor a trabalhar em parceria com o meio ambiente”, explica.
O Estado participa desde 2004 do “Plano Nacional de Combate à Desertificação e à Mitificação dos Efeitos da Seca”, também conhecido como PAM – Brasil. O programa é focado na busca de diretrizes e instrumentos legais, formulação e execução de políticas públicas, investimentos e formas de desenvolvimento sustentável.
Redação Ales

