O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), assina, nesta quarta-feira (10), um convênio de cooperação técnica para impulsionar a assistência técnica aos mais de mil produtores de cacau no Espírito Santo. O acordo envolve a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), a Associação dos Cacauicultores de Linhares (Acal) e a prefeitura de Linhares. A assinatura acontece durante o dia de campo sobre a cultura do cacau, no distrito de Povoação, em Linhares, às 9 horas.
De acordo com o chefe do Centro Regional de Desenvolvimento Rural Nordeste do Incaper, Antônio Carlos Benassi, o convênio é o primeiro passo para o fortalecimento da cultura no Estado. “Até o fim do ano, o Governo vai lançar um programa para a recuperação e renovação das lavouras cacaueiras. O objetivo é aumentar a produção e a produtividade da fruta. Além disso, existe a questão ambiental, pois toda a lavoura de cacau é cercada por Mata Atlântica, se perdermos a lavoura também perderemos a cobertura vegetal do solo”, disse o pesquisador.
Benassi complementa dizendo que o Incaper vai levar material genético, informações e tecnologias aos produtores. “Vamos atuar com a Ceplac, que tradicionalmente presta a assistência técnica aos cacauicultores, reforçando a parte das pesquisas científicas, a extensão rural e a assistência para o agricultor”, destaca.
O Espírito Santo possui cerca de 20 mil hectares plantados com cacau e a atividade envolve cerca de 1.200 produtores. Cerca de 95% dessa área está no município de Linhares, e o restante, principalmente nos municípios de São Mateus, Colatina e Nova Venécia. A estimativa é que em 2010 a produção seja de aproximadamente 13 mil toneladas.
O dia de campo sobre a cultura do cacau acontece na Fazenda Ceará, propriedade do senhor Paulo Gonçalves, no distrito de Povoação, em Linhares, a partir das 8h30. No encontro haverá uma explanação do proprietário da fazenda sobre sua experiência bem sucedida com a renovação das lavouras de cacau. Os participantes também vão poder visitar a lavoura para percorrer as três estações de trabalho.
De acordo com Benassi, a idéia é que o trabalho feito por Paulo Gonçalves sirva de estímulo aos outros produtores. “A exemplo dele, os produtores terão informações sobre enxerto de clones, aumento do número de plantas por área, vão conhecer os seis tipos de clones, estudar sobre manejo de poda e também sobre adubação”, explica.
Beatriz Toso

