O governo federal anunciou nesta quinta-feira (28), um reforço de R$ 2 bilhões para o crédito rural. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou a exigência de direcionamento dos depósitos da poupança rural para os empréstimos a produtores. A medida, que entra em vigor em 1º de julho, fará com que 68% do saldo das cadernetas sejam destinados ao financiamento rural. Antes, a exigência era de 60%.
A alteração tem como objetivo reforçar o volume de recursos disponível para a safra 2009/10. A poupança rural é operada principalmente pelo Banco do Brasil, mas também por outras instituições públicas, como o Banco da Amazônia e o Banco do Nordeste.
O secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, informou que haverá uma reunião extraordinária do CMN, que deve acontecer entre os dias 10 e 15 de junho, para aprovar medidas relativas ao Plano de Safra (PAP 2009/10).
Segundo ele, o PAP está sendo concluído e o governo está em fase de consolidação das propostas. Durante a semana, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, informou que devem ser destinados R$ 93 bilhões para a agricultura comercial e cerca de R$ 15 bilhões para a agricultura familiar.
O CMN também anunciou que será proibido resgatar antecipadamente depósitos a prazo – os RDB – feitos com a garantia especial de até R$ 20 milhões dada pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A medida vale apenas para as novas aplicações. As garantias foram instituídas em março passado para ajudar bancos pequenos e médios que não vinham conseguindo captar recursos.
A decisão anunciada ontem visa impedir o “descasamento” entre os depósitos e os empréstimos realizados com esses recursos.
Agência Estado

