Produção de carne de frango deve crescer 5%

por admin_ideale

 


A pro­du­ção bra­si­lei­ra de car­ne de fran­go de­ve cres­cer qua­se 5% nes­te ano, de 10,9 mi­lhões de to­ne­la­das em 2008 pa­ra 11,4 mi­lhões de to­ne­la­das em 2009. O cres­ci­men­to se­rá in­cen­ti­va­do pe­la aber­tu­ra de no­vos mer­ca­dos e pe­lo pos­sí­vel au­men­to das ex­por­ta­ções no se­gun­do se­mes­tre. A pers­pec­ti­va foi apre­sen­ta­da pe­lo pre­si­den­te da ­União Bra­si­lei­ra de Avi­cul­tu­ra (UBA), ­Ariel An­to­nio Men­des, e pe­lo pre­si­den­te-exe­cu­ti­vo da As­so­cia­ção Bra­si­lei­ra dos Pro­du­to­res e Ex­por­ta­do­res de Fran­go (­Abef), Fran­cis­co Tur­ra, on­tem du­ran­te a aber­tu­ra do 21º Con­gres­so Bra­si­lei­ro de Avi­cul­tu­ra, em Por­to Ale­gre.

O rit­mo ain­da é ­mais len­to do que o de 2007,
   quan­do o vo­lu­me cres­ceu 10,1%, e do que o dos ­três pri­mei­ros tri­mes­tres de 2008, mas in­di­ca uma re­to­ma­da dos ne­gó­cios. Mes­mo que te­nha si­do afe­ta­do pe­la cri­se fi­nan­cei­ra in­ter­na­cio­nal, o pri­mei­ro qua­dri­mes­tre des­te ano já tem al­guns si­nais po­si­ti­vos. O vo­lu­me de ex­por­ta­ções cres­ceu 2% so­bre o mes­mo pe­río­do do ano pas­sa­do, che­gan­do a 1,17 mi­lhão de to­ne­la­das.

A gran­de ex­pec­ta­ti­va
   do se­tor é com as com­pras da Chi­na, que ­abriu as im­por­ta­ções ao fran­go bra­si­lei­ro e de­ve emi­tir as pri­mei­ras li­cen­ças nos pró­xi­mos ­dias. Mas há ou­tros mer­ca­dos aber­tos re­cen­te­men­te, co­mo os da Ín­dia e da Ar­gé­lia, e ­boas pers­pec­ti­vas de o ­País ini­ciar ne­gó­cios com a In­do­né­sia, Ma­lá­sia, Mé­xi­co e Ni­gé­ria. ‘‘São paí­ses po­pu­lo­sos, com gran­de pers­pec­ti­va de au­men­to de ­consumo’’, ob­ser­va Tur­ra.

Ape­sar de tra­çar um qua­dro de cres­ci­men­to pa­ra a pro­du­ção, o
   di­ri­gen­te da ­Abef não ­quis ava­liar a pers­pec­ti­va do fa­tu­ra­men­to, pre­fe­rin­do di­zer que não se atre­ve­ria a fa­zer tal cál­cu­lo por não ter cer­te­zas quan­to ao câm­bio e à co­ta­ção do pro­du­to. Em 2008, o se­tor fa­tu­rou US$ 7 bi­lhões. ‘‘Em mar­ço e ­abril hou­ve re­to­ma­da, mas de­ve­mos ser cau­te­lo­sos por­que os ce­ná­rios não si­na­li­zam uma vol­ta aos ní­veis do ­passado’’, ava­liou Men­des.

A UBA es­ti­ma que, de­pois de
   re­du­zi­rem o alo­ja­men­to de pin­tos pa­ra 407 mi­lhões em fe­ve­rei­ro, as gran­jas bra­si­lei­ras te­nham au­men­tan­do es­se vo­lu­me pa­ra 458 mi­lhões em ­abril. A re­co­men­da­ção, no en­tan­to, é que a pro­du­ção fi­que ajus­ta­da à de­man­da, sem ge­rar ex­ces­sos que po­de­riam der­ru­bar os pre­ços a ge­rar pre­juí­zos em to­da a ca­deia. ‘‘Quan­do for o mo­men­to, po­de­mos cres­cer ­rapidamente’’, afir­ma Men­des. A ca­pa­ci­da­de de alo­ja­men­to é de 600 mi­lhões de pin­tos.

Bra­sil ­Foods

A
   cria­ção da Bra­sil ­Foods, re­sul­tan­te da ­união da Sa­dia com a Per­di­gão, foi con­si­de­ra­da ‘‘­interessante’’ por Tur­ra, so­bre­tu­do por ga­ran­tir uma pre­sen­ça ­mais for­te do Bra­sil no ex­te­rior. ‘‘Quan­do sur­ge um gi­gan­te co­mo es­se nós tam­bém va­mos mos­trar ao mun­do que o Bra­sil es­tá pre­pa­ra­do pa­ra en­fren­tar es­sa guer­ra (co­mer­cial)’’, co­men­tou. Se­gun­do o di­ri­gen­te da ­Abef, não há mo­ti­vos pa­ra te­mor no mer­ca­do in­ter­no.


 


Folha de Londrina

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