Aproximadamente 800 pequenos produtores rurais do Espírito Santo estão sendo beneficiados com Unidades Regionais de Café. No próximo sábado (30), a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia inaugura no município em Afonso Claúdio.
A ação faz parte do Programa Unidades Regionais de Cafés Especiais (Urce), realizado pela Secretaria de Estado de Ciência e pela Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Fapes) em parceria com o Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Café (Cetcaf) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). O objetivo é promover a qualificação profissional dos pequenos cafeicultores na produção de cafés especiais da variedade Conilon, gerando condições para a sua inserção competitiva no mercado, além de melhorar a agricultura familiar.
Eles são contemplados com equipamentos como lavador, separador, descascador, desmucilador, secador e máquina de beneficiamento de café. O maquinário fica à disposição dos cafeicultores para aumentar o valor agregado do café Conilon.
Já foram inauguradas Unidade Regional de Café nos municípios de Aracruz e Mimoso do Sul e já está prevista também no município de Vila Valério.
De acordo com o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Paulo Foletto, a inauguração desta Urce vai possibilitar a melhoria da qualidade e da produção do café, aumentando a competitividade e o valor de venda do produto final. “A tecnologia dos equipamentos adquiridos foi feita para cultivo do café arábica. Um dos objetivos deste projeto é adaptar estes equipamentos para o manuseio também do café Conilon. A intenção da Secretaria é implantar mais unidades no Norte e no Sul do Estado, buscando sempre melhorar a renda familiar dos pequenos produtores rurais, disse.
Investimentos
Para a execução do Programa foram investidos R$ 500 mil. A expectativa é que, ainda este ano, cada uma das unidades deve produzir 3 mil sacas de café Conilon Cereja Descascado.
O projeto vai possibilitar a capacitação de 320 pequenos cafeicultores das regiões envolvidas na produção de cafés especiais e uso de novas tecnologias.
Além disso, ele deverá otimizar o uso de equipamentos, viabilizar a comercialização de 100% da produção do Cereja Descascado produzido e aumentar em pelo menos 20% a renda gerada com café nas propriedades beneficiadas pelo projeto.
Luisi Pessôa

