O Comitê Nacional de Cafeicultores da Colômbia analisou a atual conjuntura cafeeira e adotou novas medidas que beneficiam as mais de 500 mil famílias produtoras do país. A primeira medida do Comitê foi ajusta de 500 para 600 mil pesos (227,7 para 273,2 dólares) o preço base para proteger a receita dos cafeicultores, através do CPP (Contrato de Proteção de Preço).
Dessa maneira os cafeicultores poderão adquirir o CPP com garantia de que, independentemente do preço internacional, haverá a garantia de não se receber preço inferior aos 600 mil pesos por carga de 125 quilos. “Esse é, sem dúvida, um preço remunerativo e de sustentabilidade de longo prazo que permite ao cafeicultor ter a tranqüilidade nessas situações conjunturais”, apontou Gabriel Silva Luján, diretor executivo da Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia).
Com o apoio do governo federal consolidado no Acordo de Política Cafeeira 2008/2011 se pode melhorar as condições do CPP, que defende uma receita remunerativa para os cafeicultores. Dentro do Comitê Nacional dos Cafeicultores foram obtidos consensos sobre a atual conjuntura de produção e sobre a alta do preço do grão colombiano.
Na primeira medida, ficou claro que o nível dos prêmios para o café colombiano é explicado pela escassez relativa da origem, sendo que ao menos um milhão de sacas de café suave ficou fora do mercado. “Estamos vendo que os compradores estão muito interessados em manter uma disponibilidade de nosso café e isso está fazendo com que os prêmios subam”, explicou Luján.
O Comitê também aprovou investir adicionalmente 5 milhões de dólares adicionais na estratégia de defender a origem Colômbia e promover o café no exterior. Ele também advertiu que é necessário manter e fortalecer as estratégias para defender a competitividade e sustentabilidade da cafeicultura colombiana, através de programas como o de renovação de lavouras, que irá permitir uma participação maior no mercado.
Agência Agnocafé

