O café registrou seu preço mais alto desde setembro à medida que as ações nos Estados Unidos avançaram e o dólar recuou, elevando a atração pelas commodities em Nova York para os compradores que negociam com outras moedas. O preço do cacau também aumentou.
O índice Standard & Poor´s 500 avançou 1,8% e o dólar registrou a maior queda este ano, em relação a uma cesta de seis importantes moedas. O índice Reuters/Jefferies CRB de 19 matérias-primas apresentou um crescimento de 1,3%, liderado pelos preços do setor de energia.
“O dólar mais fraco está fazendo todas essas commodities avançar”, disse Jimmy Tintle, analista da Transworld Futures em Tampa, Flórida. “Os preços mais altos do petróleo e das ações apoiam o café e o cacau.”
Os futuros do café tipo arábica para entrega em julho avançaram US$ 0,01 ou 0,8%, para US$ 1,333 a libra-peso na ICE Futures U.S. em Nova York. Anteriormente, o preço alcançou US$ 1,346, o mais alto para um contrato muito ativo desde 26 de setembro.
O café se recuperou 19% este ano em meio ao arrocho nos fornecimentos da Colômbia , segundo país maior fornecedor mundial de grãos tipo arábica, depois do Brasil .
A Colômbia irá produzir 10,5 milhões a 11,5 milhões de sacas de café este ano, em comparação com 11,5 milhões de sacas em 2008, disse Gabriel Silva, principal executivo da Federação Nacional de Produtores de Café, em 13 de maio. Cada saca de café pesa 60 quilos.
Grãos
Os principais grãos negociados em Chicago acompanharam o movimento de alta e fecharam valorizados no pregão de ontem. A soja com entrega para agosto ficou em US$ 11,2950 o bushel (27,2 quilos), valorização de 0,8%. O trigo recuperou parte das perdas do dia anterior e os papéis negociados para setembro ficaram em US$ 6,2375 o bushel (27,2 quilos), alta de 1,5%. O milho também para setembro ficou em US$ 4,3550 o bushel (25,4 quilos), número 0,5% maior.
Gazeta Mercantil

