“A mudança na legislação foi positiva para elevar a qualidade do fertilizante foliar no Brasil, mesmo com as garantias mínimas sendo inferiores a legislação anterior”, afirmou o Engenheiro Agrônomo, João Carlos Alcarde, no III Fórum Abisolo, que aconteceu entre 13 e 15 de abril, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba/SP.
Por outro lado, Alcarde destacou que as tolerâncias para deficiências de micro e macronutrientes no fertilizante foliar estão mais apertadas. “Além disso, ainda foram acrescentadas as tolerâncias para excessos e, também, para contaminantes, que na legislação anterior não existiam”, enfatizou.
Apesar disso, o engenheiro comentou que não existe uma metodologia uniforme para a avaliação das empresas de fertilizantes foliares, o que prejudica uma avaliação real da conformidade do mercado. O último dado publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) era de que 98,74% das empresas do setor estão em conformidade, ante a 60,85% da medição anterior.
A recomendação feita por Alcarde em sua palestra é que haja uma maior congregação das companhias do segmento de foliares e que o MAPA poderia aperfeiçoar suas estatísticas de não-conformidades para que seja cada vez melhor a qualidade de produtos ofertados pelo mercado.
ABISOLO

