A Comissão de Agricultura, de Aquicultura e Pesca, de Abastecimento, e de Reforma Agrária da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) discutiu, nesta terça-feira (7), o Ofício n° 93/09, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Espírito Santo (Mapa). Nele, a Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Espírito Santo (SFA) reivindica uma sede própria.
“O imóvel da União, ocioso, será bem melhor aproveitado”, disse o deputado Freitas (PTB). E o parlamentar Luciano Pereira (PSB) concordou: “Este espaço seria ótimo para instalar em um mesmo local todas as autarquias do setor”.
Diante disso a Comissão vai convidar o titular da Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Espírito Santo (SFA), José Arnaldo de Alencar, para participar da próxima reunião ordinária, que acontece no dia 14, e explanar sobre o assunto.
Segundo ofício encaminhado à Comissão de Agricultura, o imóvel em que se encontra o órgão tem 50% do seu orçamento anual comprometido com pagamento de aluguel e condomínio. Acrescenta ainda que o fato de estar instalado em andares descontínuos – 1º, 2º, 8º e duas lojas – acarreta dificuldades na tramitação interna de documentos, comunicação entre servidores e no atendimento à sociedade.
A sugestão do Mapa é a utilização de parte do armazém do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBPC), localizado em Jardim da Penha. O intuito, ao ocupar cerca de três mil, dos seis mil metros de área ociosa, é o de reunir a superintendência, órgãos federais e estaduais ligados ao setor agropecuário.
Participaram da reunião ordinária o presidente e deputado Atayde Armani (DEM), o vice-presidente, deputado Luciano Pereira (PSB), e os parlamentares Cacau Lorenzoni (PP), César Colnago (PSDB) e Freitas (PTB).
Novo nome
Ainda na reunião desta terça-feira, a Comissão de Agricultura aprovou o Projeto de Resolução (PR) nº 08/2008. De autoria do deputado Atayde Armani (DEM), o projeto denomina “José Machado Netto” o espaço destinado ao funcionamento da Comissão.
Após levantamentos de nomes de agricultores e produtores rurais, o de José Machado Netto foi escolhido e votado por sindicatos patronais, entidades e comissões. “Quem conhece a história desse homem sabe que é justo. Ele é merecedor da homenagem”, afirmou Armani, que preside a Comissão.
Quem foi José Machado Netto
José Machado Netto, que nasceu em 1932, no sertão da Bahia, começou a trabalhar como comerciário aos 17 anos, na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. Em 1965 tornou-se proprietário rural e implantou em seu imóvel a atividade de pecuária de corte e de leite utilizando inovações tecnológicas, o que levou desenvolvimento para a região.
Foi conhecido como um dos proprietários rurais que comercializava bezerros de melhor qualidade, sendo procurado por criadores de todo Estado e Norte do Rio de Janeiro. Tinha 1.560 cabeças de animais bovinos e comercializava diariamente mil litros de leite para a cooperativa Coopnorte.
Além disso, foi um dos que sempre defendeu o cooperativismo, incentivando a união dos produtores e participando por inúmeras vezes do Conselho Fiscal, Conselho de Administração e Diretoria da Coopnorte, desde 1978 até sua morte, ocorrida em 1989.
Alessandra Amorim

