Em 2008, o Brasil enviou para o destino final ambientalmente correto – reciclagem ou incineração – 24.415 toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas, volume 15,6% maior em relação a 2007, quando foram processadas 21.129 t. Do total comercializado no ano, 80% foram retiradas do campo e, no caso das embalagens plásticas rígidas colocadas no mercado, 94% foram devolvidas pelos agricultores nas unidades de recebimento do país. Os Estados que destinaram maior volume foram Mato Grosso (5.794 t), Paraná (4.193 t) e São Paulo (2.895 t). Ainda de acordo com o inpEV – instituto que tem como associados os fabricantes de defensivos agrícolas –, no primeiro bimestre de 2009 o país já destinou 3.288,4 t de embalagens vazias.
Os resultados positivos foram obtidos também com a ampliação da malha de unidades de recebimento em todo o país, que passou de 375 em 2007 para 399 (112 centrais e 287 postos) em 2008. Os bons índices conquistados pelo sistema de destinação final de embalagens vazias brasileiro são possíveis graças a ações conjuntas que envolvem agricultores, poder público, os 76 fabricantes de defensivos agrícolas associados ao inpEV e os mais de 2.900 distribuidores e cooperativas que participam do programa em 25 Estados.
Veja abaixo os Estados que mais se destacaram na destinação de embalagens vazias em 2008:
Estado | 2007 (t) | 2008 (t) | Crescimento (%) |
Alagoas | 61,2 | 97,7 | 59,5 |
Bahia | 1.372,6 | 1.449,7 | 5,6 |
Espírito Santo | 140,8 | 147,1 | 4,5 |
Goiás | 1.407,0 | 2.438,7 | 73,3 |
Maranhão | 377,1 | 396,3 | 5,1 |
Mato Grosso | 4.734,3 | 5.794,0 | 22,4 |
Mato Grosso do Sul | 1.438,2 | 1.666,3 | 15,9 |
Minas Gerais | 2.021,8 | 2.113,0 | 4,5 |
Paraná | 3.467,1 | 4.193,8 | 15,0 |
Pernambuco | 144,0 | 179,7 | 24,8 |
Rio de Janeiro | 16,9 | 35,8 | 111,2 |
Rio Grande do Sul | 1.840,3 | 2.012,8 | 9,5 |
Roraima | 8,0 | 38,0 | 375,3 |

