Em apenas nove dias, o Movimento SOS Cafeicultura já conseguiu mais de onze mil assinaturas eletrônicas, uma média de 1.375 por dia. O abaixo-assinado, juntamente com a Marcha pelo Café, é uma ação que será utilizada pelo setor cafeeiro para reivindicar, junto ao Governo Federal, melhorias para a crise que afeta essa cultura. Para se ter uma idéia, estão ameaçados 2,2 milhões de empregos diretos e mais de 8 milhões indiretos.
As principais reivindicações do setor cafeeiro são a garantia de preço mínimo remunerador, a viabilização da liquidação da dívida setorial pelo sistema equivalência-produto e o programa de Opção Pública para obtenção de cotações que gerem renda ao produtor. Com o atendimento por parte do Governo Federal, haverá a garantia de produção e, consequentemente, dos empregos.
O setor produtor da cafeicultura nacional vivencia, há anos, uma situação complicada: a falta de renda da produção de café arábica brasileiro e o consequente endividamento da atividade, o alto custo da produção devido aos aumentos excessivos dos insumos e as adversidades climáticas são os principais problemas enfrentados.
Marcha pelo Café
No sul de Minas, os cafeicultores resolveram se unir. Além do abaixo-assinado, no dia 16 de março, na cidade de Varginha, irá acontecer a “Marcha pelo Café”, uma passeata pacífica em prol da atividade cafeeira. Além dos cafeicultores e autoridades, participarão pessoas de outros segmentos da sociedade, já que o café é fator determinante para a economia da região sul mineira.

