Embrapa lança variedade de abacaxi para o sul do país

por admin_ideale

 


A variedade é resultado de dez anos de pesquisa do programa de melhoramento genético do abacaxizeiro liderado pela Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical (Cruz das Almas – BA), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.


Apresentada aos produtores durante a Expointer do ano passado, em Esteio (RS), a cultivar foi avaliada com sucesso durante três ciclos nos municípios de Terra de Areia (litoral) e Porto Vera Cruz (nas margens do Rio Uruguai), que têm microclima favorável para a produção de frutas tropicais, com poucas geadas e temperaturas elevadas. Essa etapa do trabalho foi realizada pela Embrapa Transferência de Tecnologia, por meio do Escritório de Negócios localizado em Passo Fundo (RS), em parceria com a Emater local.


Resistência


A Ajubá tem como principal característica a resistência à fusariose, mais importante doença da cultura no Brasil, causada pelo fungo Fusarium subglutinans, que pode gerar perdas superiores a 80% da produção. Seu controle requer a integração de práticas culturais e a aplicação de defensivos químicos. “A utilização de cultivares resistentes à fusariose, como a Ajubá, pode aumentar a produtividade ao reduzir o custo de produção, pois serão eliminadas de quatro a seis pulverizações com fungicidas para o controle preventivo da doença”, explica José Renato Santos Cabral, melhorista responsável pelo desenvolvimento da Ajubá.


“Pelo fato de ser resistente e não demandar o uso de agrotóxico, a variedade tem grande possibilidade de se inserir na produção agroecológica e na agricultura familiar”, salienta José Renato.


No Rio Grande do Sul, a cultivar mais plantada é a Pérola, que produz frutos pequenos e doces, mas, nos últimos dez anos, a fusariose vem provocando perdas elevadas nas principais regiões produtoras do Estado.


Frutos


A Ajubá produz frutos com polpa amarela, elevado teor de açucares e excelente sabor, que se torna ainda mais doce no verão. É recomendada para consumo in natura e para a indústria. Outra vantagem é a ausência de espinhos nas folhas, o que facilita o manejo na colheita e na pós-colheita.


Segundo Renato Cabral, está programada a instalação de Unidades de Observação em Santa Catarina. Paraná e Mato Grosso do Sul. “Os produtores deste estado estão interessados em conhecer o comportamento da Ajubá na região”, explica.


No dia do lançamento, duas mil matrizes de mudas convencionais da nova variedade serão disponibilizadas para venda aos produtores. Em breve, a Embrapa Transferência de Tecnologia vai abrir processo de oferta pública para as biofábricas interessadas em multiplicar a cultivar.


 


Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical

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