As vendas de fertilizantes no Brasil, um importante indicador sobre a situação do agronegócio, ficaram praticamente estáveis em fevereiro na comparação com janeiro, mas ainda apresentam baixa acentuada em relação ao mesmo mês do ano passado por conta da crise financeira, apontam dados preliminares da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda).
No mês passado, as entregas somaram 1,3 milhão de t, de acordo com informações da carteira de pedidos da Anda, disse a jornalistas na quarta-feira (03-03) o diretor-executivo da entidade, Eduardo Daher. Em janeiro somaram 1,34 milhão de t.
Em fevereiro de 2008, quando os negócios estavam bem aquecidos em meio à alta dos preços das commodities, as vendas atingiram 1,85 milhão de t.
“Vimos uma indicação de boa demanda em fevereiro, ainda reflexo da soja a US$ 10 (por bushel) em Chicago em janeiro”, disse Daher, lembrando que as cotações na CBOT agora estão mais baixas, em torno de US$ 8,7, mas o câmbio está favorável à formação dos valores em reais.
As vendas, que no final do ano passado foram afetadas pela crise de crédito – em dezembro somaram apenas 977 mil t -, também se recuperaram devido a uma redução nos preços do produto, após atingirem altas recordes em 2008.
“Refletem evidentemente uma redução do preço (do fertilizante), refletem problemas climáticos (na Argentina e no Brasil que elevaram os preços em janeiro)”, acrescentou Daher.
O executivo disse ainda que os números de fevereiro “são importantes, se considerarmos que é um mês curto e se levarmos em consideração que tivemos o Carnaval”, o que reduz o número de dias úteis no mês.
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