Depois de uma bolha de alta acentuada no mês de dezembro, puxada pelas festividades de fim de ano, os preços da carne bovina entraram em trajetória de queda no atacado e no varejo. A constatação é do empresário Leonísio Lisboa Pereira, proprietário da Casa de Carne Marista.
Para o empresário, o recuo dos preços da carne tem muito a ver com a queda das exportações brasileiras do produto, o que obrigou os frigoríficos a dirigirem sua produção para o mercado interno. “Frigoríficos que nunca nos venderam carne, hoje oferecem todos os tipos de cortes”, diz Leonísio, mais conhecido como Leo Pereira.
De acordo com o empresário, os preços da carne no atacado caíram em média 20% e, no varejo, variou de 10% a até 40%. Ele explica que como a população passou a demandar mais carne de 1ª, em detrimento da de 2ª, o varejo foi obrigado a baixar os preços dos cortes considerados menos nobres. “Foi uma forma de se estimular a demanda pela carne de 2ª”, diz.
Segundo o empresário, desde o início do ano, os preços no atacado de cortes como o coxão mole caíram de até R$ 9,80 para R$ 8,30; lagarto, de R$ 9,20 para 7,80; vaca casada, de R$ 5,50 para R$ 4,30. No varejo, os preços do coxão mole caíram de até R$ 14,98 para R$ 12,00; a alcatra, de R$ 15,75 para R$ 12,75; o músculo traseiro de R$ 9,80 para R$ 6,00 ; e o acém de R$ 10,98 para R$ 7,98.
Conforme Leo Pereira, um dos cortes com maior queda de preço foi o filé, que de R$ 22,00 o quilo no atacado caiu para R$ 13,90. “Isso permitiu que o varejo também reduzisse o preço ao consumidor de até R$ 29,80 para até R$ 18,00, atualmente”, diz . Em alguns açougues, o preço caiu para até R$ 16,00.
Para o empresário, a tendência dos preços da carne segue de baixa durante toda a Quaresma, que se encerra na Sexta-Feira da Paixão, em 10 de abril. “Após esse período, que por razões religiosas é de tradicional redução do consumo de carne vermelha, os preços devem apresentar reação, até porque também já se estará aproximando da entressafra do setor”, diz Leo Pereira.
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