Pecuaristas e produtores de cana têm uma nova opção de forragem. A Embrapa Pecuária Sudeste acaba de lançar a cultivar BRS Mandarim, uma variedade do feijão guandu. O material apresenta alta produtividade de forragem (parte verde da planta), que é 10% superior à variedade de guandu mais usada no Brasil. Ela é indicada, portanto, para a alimentação de bovinos.
Segundo a engenheira agrônoma e pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste, Patrícia Menezes Santos, outra característica positiva da nova variedade é a uniformidade de sementes, que possibilita obter plantas semelhantes, o que não ocorre com outras variedades existentes hoje, com muita mistura.
A pesquisadora explica que o guandu mandarim também fornece ao gado mais proteína do que as gramíneas. Em experimentos realizados com novilhas leiteiras, o uso da nova variedade levou a uma redução de 21% no custo de alimentação. Também verificou-se uma redução de 8% no custo por quilo de ganho de peso nessas novilhas, devido à redução de concentrado (soja, milho, rações) e fornecimento, na forma de guandu picado, de aproximadamente 20% da ingestão total de matéria seca.
O mandarim tem ainda boa persistência, o que permite uma vida útil de quatro anos, quando bem manejado, ao passo que a produção das variedades já existentes chega apenas ao segundo ano. Além disso, é moderadamente resistente à macrophomina, fungo que ataca as raízes e mata a planta, problema comum nas outras variedades.
Em seu manejo, é preciso apenas ter cuidado com encharcamento, que a planta não tolera. Além disso, necessita de alta luminosidade durante a formação das vagens.
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