A primeira etapa de vacinação contra a febre aftosa, que era realizada no mês de fevereiro em Mato Grosso, foi retirada do calendário por causa dos bons índices de imunização no Estado. Apenas os animais das propriedades que fazem fronteira com a Bolívia vão continuar recebendo a vacina.
Nas fazendas do Pantanal de Cáceres, a lida começa cedo para vacinar o gado. Os fiscais do Indea, Instituto de Defesa Agropecuária, percorrem as propriedades com a vacina disponibilizada pelo Fefa, Fundo Emergencial da Febre Aftosa.
“Nós estamos realizando a vacinação de todos os animais de zero a 12 meses. Nós trazemos a vacina condicionada no município, realizamos a vacina, fazemos um exame visual dos animais para verificar a possibilidade existência de alguma doença que seja comprometedora para o nosso Estado”, explicou o veterinário Marcus Vinícius Muniz.
Até o ano passado, Mato Grosso tinha três etapas de vacinação: em fevereiro, maio e novembro. Mas como os índices de imunização ultrapassaram 98% e há 13 anos o Estado não registra febre aftosa, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento decidiu retirar a campanha de fevereiro. Mas a vigilância continua na faixa de fronteira.
“É muito importante que a gente vacine nessa região para evitar que o vírus entre no território todo. Então, nós ficamos de guardiões na região”, disse o criador Jorge Luiz Dantas. Oitenta mil cabeças de gado devem ser vacinadas em 664 propriedades localizadas na zona de vigilância sanitária, que compreende 15 quilômetros de largura entre a linha de fronteira e Mato Grosso. São 780 quilômetros de fronteira seca dos municípios de Cáceres, Vila Bela da Santíssima Trindade e Porto Esperidião.
“É uma zona que está muito próxima da fronteira nacional. Nós não sabemos como está a sanidade do outro lado. Nós temos até um certo vínculo, mas é outro país e outra política. Temos que estar atentos e impedir que qualquer doença adentre nosso país”, falou Robson da Rosa, coordenador das Ações de Fronteira do Indea.
Globo Rural

