Atayde Armani

por admin_ideale

 


A presidência e a nova mesa-diretora da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) mudaram, mas a Comissão de Agricultura da Ales mantém seu presidente para 2009 e 2010. O deputado estadual Atayde Armani (DEM) permanece no comando da Comissão de Agricultura, Aquicultura e Pesca por mais um biênio.


Em entrevista ao Campo Vivo, o deputado, que é nascido no interior de Linhares, norte capixaba, falou sobre os trabalhos na comissão.


 


Campo Vivo: Deputado, você presidiu a comissão de agricultura durante os dois últimos anos e agora novamente continua na presidência da comissão por mais dois anos. Primeiramente, qual a avaliação que você faz do trabalho da comissão em 2008?


 


Atayde Armani: As comissões são eleitas em biênio. Fui o fundador da Comissão de Agricultura na Assembleia Legislativa do Espírito Santo e automaticamente eleito para presidir o biênio 2007/2008. É com um prazer muito grande que vamos dar continuidade a esse grandioso trabalho que estamos fazendo em prol do nosso trabalhador rural, em prol do nosso proprietário rural, enfim, em favor do homem do campo, o homem da roça, daquele que a gente tem o prazer de chegar na Assembleia e falar “Eu sou da roça”. Na Assembleia temos muitos deputados da Grande Vitória, muitos deputados de outras profissões como médicos, policiais, mas da agricultura nós temos hoje uma gama de deputados que estão lá defendendo a classe e, graças a Deus, a gente lidera dentro da Assembleia esse grupo ruralista. Isso é uma satisfação muito grande.


 


CV: Às vezes, em conversas com agricultores, observamos que eles não entendem a função da Comissão de Agricultura. Explique melhor como que é o trabalho desta comissão.


 


Atayde: Toda matéria que diz respeito à agricultura, enviada pelo Governo do Estado, pelas secretarias estaduais ou pelas entidades ligadas a agricultura como, Incaper, Idaf, o Sistema OCB, a Delegacia Regional da Agricultura, Federação da Agricultura, inclusive o trabalho que vem das associações do homem do campo, dos sindicatos patronais, do sindicato dos trabalhadores rurais, enfim, todo material que vem para a Assembleia é passado nessa comissão técnica que é a Comissão da Agricultura. Antes de a matéria ir a plenário para votação ou antes de ser discutida para ser enviada para qualquer entidade, ela passa por uma análise na comissão. Uma matéria principal, que gosto sempre de citar, foi a matéria que conseguimos estancar a importação do café arábica do Vietnã, prática conhecida como Drawback. Foi a primeira matéria que a Comissão de Agricultura do Estado do Espírito Santo fez uma defesa e aí já entraram os produtores de Minas Gerais, de São Paulo, junto com os produtores do Estado do Espírito Santo, e enviamos esse documento ao ministro da agricultura e ele entendeu que não era o momento de se abrir essa importação. Esse é o trabalho que nós fazemos, além dos trabalhos direcionados as comunidades e as associações do interior. É um trabalho que às vezes não aparece, mas tudo tem início na comissão de agricultura. A própria aprovação do orçamento do Estado direcionado a secretaria de agricultura é discutido na comissão.


 


CV: A relação da Comissão de Agricultura com outras entidades do setor agropecuário é positiva?


 


Atayde: Com certeza. Desde que fui para presidência da comissão, a primeira coisa que fiz foi oficializar o Idaf, o Incaper, a Secretaria Estadual de Agricultura, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura, a Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo, para que eles tivessem um representante dentro da Comissão de Agricultura. Sempre entendi que a união é melhor para todos. Mesmo essas pessoas indo lá na comissão e não tendo direito a voto, mas tem o direito de opinar, participar. Então, hoje nós temos uma relação muito boa com esses órgãos relacionados a agricultura do nosso Estado.


 


CV: E é importante que os produtores rurais participem através das suas associações e cooperativas para que eles possam sugerir e cobrar algumas ações e junto com vocês possam elaborar ações para melhoria no campo…


 


Atayde: Não tenha dúvida. É importante essa participação. Eu sempre digo que as coisas começam no campo, no nosso agricultor, naquele homem que acorda cedo, pega sua enxada e vai trabalhar. E é com esse homem que nós, representando a população, temos que nos preocupar, porque são essas pessoas que estão ali produzindo o alimento e o nosso organismo não vive se não tiver o combustível que é o alimento, que é produzido por essa pessoa maravilhosa que está lá no campo todo dia.

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