Auditores da União Européia terminam visita a Minas Gerais

por admin_ideale

 


Terminou nessa sexta-feira (30) a visita da missão técnica da União Européia (UE) que esteve em Minas Gerais para verificar o sistema de rastreabilidade do rebanho bovino, plantas frigoríficas com inspeção federal, propriedades rurais e Unidade Estadual de Defesa Sanitária Animal. A comitiva européia, integrada pelos médicos veterinários Jellen Goossens, da Bélgica, e Pavel Bravek, da República Tcheca, esteve acompanhada de técnicos do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e das áreas de inspeção federal, rastreabilidade e de defesa sanitária animal da Superintendência Federal da Agricultura (SFA) de Minas Gerais.

Os auditores, que chegaram ao Estado na quarta-feira (28), vistoriaram no mesmo dia uma unidade do grupo Lopesco Indústria de Subprodutos Animais Ltda, em Araguari, no Triângulo Mineiro. No dia 29, eles visitaram a Fazenda Pontal, de propriedade do pecuarista Élson de Oliveira, que mantêm um plantel de 1.789 animais aptos para serem exportados para UE.

Para o gerente geral da Lopesco em Minas, Manuel Rosa Júnior, a visita dos auditores europeus na empresa transcorreu dentro das expectativas. Ele acredita que “o levantamento de informações sobre a unidade em Araguari foi bastante positiva e que a planta está dentro dos requisitos exigidos para continuarem exportando seus subprodutos para a comunidade européia”.

Na sexta-feira (30), os europeus visitaram o município de Prata, no Pontal do Triângulo, onde auditaram a Fazenda Paraíso do Prata, apta por eles para exportação, de propriedade da pecuarista Ruth Alves Barros da Rocha e Outro, que mantém um plantel de 2.193 bovinos. No mesmo dia, no período da tarde, eles visitaram o escritório seccional do IMA do município, onde tiveram a oportunidade de conhecer toda a estrutura do órgão de defesa sanitária animal do Estado.

Opiniões

Segundo o diretor geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, embora os europeus não opinem abertamente, os trabalhos realizados em Minas Gerais podem ser considerados de boa qualidade.

Para o superintendente Federal de Agricultura em Minas Gerais, Humberto Ferreira de Carvalho Neto, a avaliação dos europeus é importante porque os resultados balizam outros mercados compradores de carne que interessam ao Estado. “Como eles são bastante exigentes com relação às importações de carnes, a avaliação positiva das missões se torna um facilitador para Minas entrar em outros mercados”, afirma.

Uma das exigências, diz Humberto Ferreira, é que os frigoríficos só podem exportar carne de propriedades habilitadas, que estejam no Banco de Dados do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e no Banco de Dados Oficial da União Européia. No Brasil hoje são 806 fazendas nesta condição e 367 delas, em Minas Gerais.

Segundo Humberto Ferreira de Carvalho Neto, o grande diferencial de Minas Gerais para o bom andamento dos trabalhos de defesa sanitária animal é a ótima parceria entre a Superintendência Federal de Agricultura (SFA) e o IMA. “Há no Estado uma verdadeira integração entre a defesa sanitária federal e estadual”.

Cai o índice de exportação

A União Européia (UE) apresentou fortes aumentos nos preços dos bovinos durante 2008, principalmente como resultado das menores importações de carne bovina do Brasil e da menor produção.

De janeiro a outubro de 2008, os volumes de importação da UE caíram em 38%, para 202.900 toneladas com relação ao ano de 2007. As importações de carne bovina do Brasil, o principal fornecedor do produto ao bloco europeu, caíram em 71%, para 61.400 toneladas em 2008 como resultado de uma barreira parcial.

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