Todo dia é assim, Dona Otila acorda antes das seis horas da manha e prepara o cafezinho.
“É a água, eu já coloco o açúcar, e ponho o pó no coador, depois é só despejar”, disse Odila de Castro Rodrigues, comerciante. Ela conta que já é uma rotina, aprendeu com a mãe há muitos anos, e hoje não fica sem.
“De manhã, à tarde, à noite, o café é de lei mesmo, acho que faz parte do brasileiro. Enquanto eu não tomo café eu não sou ninguém, não tenho nem bom humor. Daí depois que eu tomo o cafezinho, pode vir o dia inteiro de trabalho”, complementou a comerciante. Mas Dona Odila não é a única.
Carlos José Pimenta, professor da UFLA e doutor em Química de Alimentos, faz parte de um grupo de pesquisadores que busca, há dois anos, desvendar quais são os aspectos positivos e negativos da ingestão diária do cafezinho.
“Neste grupo nós temos, especificamente, sete projetos em andamento, todos esses projetos buscando uma relação, ou buscando comprovar cientificamente os efeitos do café, e de uma maneira bastante peculiar, dos seus constituintes na saúde humana e animal”, disse Pimenta.
O professor adiantou que tomar café faz bem a saúde, e pode até combater câncer.
“O café tem uma composição química bastante diversificada, tem constituintes que são conhecidos, constituintes benéficos em alguns sistemas do nosso organismo, então nós precisamos agora é simplesmente organizar para dar essa informação ao consumidor de maneira objetiva. Podemos adiantar, já apresentamos em um Congresso em Caxambu, alguns efeitos benéficos do café em relação a redução de colesterol, a uma redução bastante expressiva no ácido úrico. Esses já são resultados bem fresquinhos que a gente já vai começar a divulgar” complementou.
Mas tem que ter cuidado. Nada de sair por aí tomando café o dia todo. A Dona Odila consome, em média, 6 xícaras de café por dia, uma quantidade que é considerada alta. O professor explicou que tudo em excesso não faz bem para a saúde.
“O café tem, pelas suas características, uma possibilidade de aumentar o estado de alerta, de aumentar a disposição do dia-a-dia, então isso, muitas vezes, leva alguns indivíduos a consumirem excessivamente o café. Daí começa o grande comprometimento no sono, comprometimento na ansiedade, que um pouco maior. Então a gente tem que tomar cuidado com esse consumo excessivo para que não caia nesses quadros. Eu acho que pode ter um ponto negativo, que seria o consumo excessivo, mas não só o café como qualquer outro alimento, se consumido excessivamente pode trazer algum transtorno”, finalizou.
As informações partem do Café com TV, adaptadas pelo Café e Mercado
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