Setor de carnes atrairá mais investidores após nova classificação

por admin_ideale

 


O agronegócio brasileiro é a bola da vez aos olhos dos investidores estrangeiros – após o recebimento, pelo País, da categoria grau de investimento, concedido pela Standard & Poor”s (S&P) na última quarta-feira. No entanto, opinam analistas, apesar de o País estar mais próximo do poder de fogo dos fundos estrangeiros mais poderosos, a vinda de fluxo de investimentos para cada segmento está diretamente atrelada a cenários setoriais, no que diz respeito às companhias abertas.


“Sem dúvida a classificação grau de investimento torna o cenário favorável para a valorização de papéis de diversas companhias. No entanto, não se pode generalizar. O fluxo virá conforme o comportamento de cada setor”, avalia Peter Ping Ho, analista de investimentos da Planner. “Os fundamentos acabam sendo mais fortes.”


Para Ping Ho, as empresas que atuam no setor de proteínas (carnes bovina, de frango e suína) estão entre as mais promissoras. “Claro que cada companhia tem seu próprio grau de risco”, acrescenta. Quanto ao cenário setorial, há vantagem de custo. Por exemplo, na carne bovina, os criadores europeus e norte-americanos utilizam o confinamento para a engorda do boi (e se utilizam de rações), e o Brasil, tem como base o pasto. Além do custo mais baixo, oferta e demanda estão tremendamente ajustadas no mercado mundial neste ano, o que eleva preços e melhora as oportunidades de negócios.


As ações da Perdigão, Sadia e do frigorífico JBS S.A. registraram altas após o anúncio do recebimento do grau de investimento. Entre elas, o destaque na Bolsa foi a Perdigão, na quarta-feira (em comparação com o fechamento do dia anterior). O papel da companhia fechou o dia 30 de abril valendo R$ 45,75, alta de 8% em comparação com o fechamento do dia 29 de abril. Na sexta-feira passada, as ações dessas três companhias seguiam valorizando.


No que diz respeito aos papéis da Cosan S.A., do setor sucroalcooleiro, houve supervalorização logo após o anúncio, de 15,8% (para R$ 29,90), no final da tarde da quarta-feira passada, mas na sexta-feira as ações registravam leve queda. Para o analista Miguel Biegai, da Safras & Mercado, houve realização de lucros, já que o papel da empresa obteve ganhos extraordinários em poucas horas. Para Ping Ho, o cenário setorial contribuiu. “O açúcar está em queda e pode haver endividamento após a aquisição da Esso”. Biegai, da Safras, lembra que há o lado negativo do grau de investimento: a queda da rentabilidade dos exportadores, com a baixa do câmbio.


DCI

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