O secretário de Estado de Gerenciamento de Projetos, Enio Bergoli (foto), e o pesquisador do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Aymbiré Fonseca, assumiram dois importantes cargos, em organizações nacionais, que coordenam trabalhos na cafeicultura.
Bergoli foi nomeado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) membro titular do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), como um dos representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A indicação partiu da Federação da Agricultura do Estado do Espírito Santo (Faes).
“A cafeicultura é a atividade mais importante para o interior capixaba, quanto à geração de emprego e renda. Representar este setor no CDPC, que define os destinos da política nacional para a atividade no Brasil, é extremamente estratégico para o nosso Estado”, destaca Bergoli.
O CDPC é o único conselho do MAPA. Formado por apenas 14 membros, a entidade coordena as ações do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), que possui mais de R$ 2,5 bilhões destinados a aplicações em crédito rural, promoção, controle do estoque, pesquisa, assistência técnica e outras áreas.
Os conselheiros são indicados pelos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Fazenda, das Relações Internacionais, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e do Planejamento, Orçamento e Gestão, pelo Conselho Nacional do Café (CNC), pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), pelas Associações Brasileiras das Indústrias de Café (ABIC) e Café Solúvel (ABICS) e pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Conheça os conselheiros:
Natos:
– Reinhold Stephanes – Ministro MAPA
– Silas Brasileiro – Secretário-Executivo do MAPA
– Manoel Vicente Bertone – Secretário de Produção e Agroenergia do MAPA
Indicados:
– Ministério da Fazenda – Gilson Alceu Bittencourt
– Ministério das Relações Exteriores – Carlos Márcio Bicalho Cozendey
– Ministério do Des., Indústria e Comércio Exterior – Welber Barral
– Ministério do Planej., Orçamento e Gestão – Sidney de Freitas Gaspar
– Conselho Nacional do Café – Gilson J. Ximenes Abreu e José Fichina
– CNA – Enio Bergoli e Breno Pereira de Mesquita
– Associação Brasileira da Indústria de Café – Guivan Bueno
– Associação Bras. da Indústria de Café Solúvel – Léo de Almeida Neves
– Conselho dos Exp. de Café do Brasil – Guilherme B. Abreu Pires Filho
Aymbiré assume gerência geral da Embrapa Café
O engenheiro agrônomo Aymbiré Francisco Almeida da Fonseca é o novo gerente geral do núcleo Café da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Café). A nomeação abrange ainda a coordenação do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café (CBP&D/Café).
Graduado em Agronomia pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), desde 1987 Aymbiré Fonseca é pesquisador no Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). Doutor em Produção Vegetal, pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), concentra trabalhos nas áreas de manejo de plantas e melhoramento genético de café, atuando em programas de café arábica e robusta, com destaque para o desenvolvimento de seis variedades de café Conilon.
O plano de trabalho apresentado para assumir a Embrapa Café teve como tema central o fortalecimento da gestão estratégica e tática do Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, visando à geração de inovações tecnológicas que promovam crescente competitividade ao agronegócio café brasileiro. Para atingir esta meta, Aymbiré considera importante o entrosamento entre o Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) e os princípios que norteiam o CDP&D/Café.
“As conquistas devem pautar-se por uma análise bem fundamentada do contexto relevante, com o aproveitamento dos avanços já conseguidos até o momento e, sempre que necessário, com as correções de rumos que estão sendo exigidas, priorizando o respeito às instituições e pessoas envolvidas e o uso dos recursos financeiros que a sociedade brasileira colocará sob nossa administração”, ressalta o novo gerente.
A cafeicultura do Espírito Santo:
– Responsável por 42% da renda do rural capixaba, sendo que 32% é devido ao Conilon e 10% ao arábica;
– Em 2007, gerou R$ 1,8 bilhão de renda anual somente para os cafeicultores;
– Ocupa aproximadamente 20% do espaço cultivado no meio rural capixaba;
– Está presente em todos os municípios capixabas e Jaguaré é o maior produtor nacional de Conilon;
– Presente em 64 mil propriedades rurais (40 mil de Conilon e 24 mil de arábica);
– Ocupa entre 340 e 360 mil pessoas diretamente no rural.
Estimativa de Safra em 2008 (10 milhões de sacas):
– Arábica: aproximadamente 200 mil hectares de área colhida e 2,5 milhões de sacas produzidas.
– Conilon: aproximadamente 300 mil hectares de área colhida e 7,5 milhões de sacas produzidas, mesma produção em 2007.

