A União Européia (UE) aceitará a flexibilização de normas do Serviço Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov). No entanto, há pontos que não são negociáveis, afirma o chefe da Delegação da Comissão Européia no Brasil, embaixador João Pacheco. Os itens inalteráveis são a importação de carne somente de áreas livres de febre aftosa, o mínimo de 90 dias de permanência na base de dados do Sisbov e a identificação dos animais. “Isso é fundamental para garantir a manutenção das vendas de carne para a UE.”
No entanto, Pacheco aponta que há regras desnecessárias. “Há uma série de requisitos e de pedidos às fazendas. É muita coisa a preencher, muitas perguntas, mas só algumas são fundamentais às nossas exigências”, afirma. Apesar de o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, já ter comentado a intenção de reformular o Sisbov, o embaixador garante que o assunto não foi tratado com o bloco.
Pacheco esclarece que técnicos europeus participaram do treinamento sobre as vistorias dos Estabelecimentos Rurais Aprovados no Sisbov (Eras) a convite do Ministério da Agricultura. “Fizemos isso de forma extraordinária, não costumamos dar orientação fora da UE. O treinamento contribui para que as auditorias sejam feitas segundo as normas indispensáveis para o bloco.”
Correio do Povo – RS

