Um total de 131.281 mudas de pau-brasil já foi implantado em 83 municípios do sudeste da Bahia dentro do Projeto de Fomento ao Plantio de Pau-Brasil executado pela Ceplac com o apoio da iniciativa internacional para a conservação desta leguminosa. Pelo cronograma na primeira e segunda etapa, entre 2004 e 2007, deveriam ser distribuídas e plantadas 74 mil mudas, mas a meta foi superada em 74%.
No ano passado foi identificada no município de Itamaraju, a maior população de pau-brasil nativa já georeferenciada no País. O achado está na Fazenda Pau-Brasil de propriedade Artur Mascarenhas e perfaz um total de 728 árvores adultas, sendo que em torno de 40% no sistema agroflorestal cacau- cabruca e o remanescente em área de mata.
“O pau-brasil foi listado em junho do ano passado pela ONU (Cites), no Anexo II, como espécie ameaçada de extinção. Esse achado irá contribuir na retirada dessa espécie da lista”, diz o agrônomo da Ceplac Demósthenes Lordello de Carvalho. Segundo ele, a área onde o pau-brasil nativo foi descoberto tem 347 hectares de cacau e cerca de 500 hectares de mata.
“Se fez um censo na propriedade o que permitiu descobrir toda essa riqueza com a árvore-símbolo do País”, diz o pesquisador da Ceplac, acrescentando que a área terá viveiro de 20 mil mudas da espécie para que sejam usadas na recuperação de áreas degradadas no interior da Fazenda Pau-Brasil, serão marcadas árvores-matrizes no sistema agroflorestal cacau-cabruca e protegidas as árvores da área de mata da propriedade de acordo projeto elaborado
No final de fevereiro uma missão internacional composta por franceses, alemães e americanos esteve na região sul da Bahia para avaliar o Projeto Pau Brasil, cuja finalidade é evitar o desaparecimento da espécie, hoje sob risco de extinção. Os visitantes representaram diversas organizações que apóia o plano e vieram conhecer os resultados obtidos até agora pelos pesquisadores da Ceplac
Visitaram plantios de pau-brasil instalados em áreas do Grupo Chaves, em Itabuna; Fazenda Bolandeira, em Una; no Instituto Biofábrica de Cacau, em Uruçuca; e do assentamento Paulo Jackson, do Movimento Sem Terra, em Ibirapitanga. Os integrantes também conheceram a Estação Ecológica Pau Brasil, em Porto Seguro, e Santa Cruz Cabrália, onde discutiram a possibilidade de estabelecer parceria com a comunidade indígena Pataxó a fim de incentivar a instalação de novos plantios naquela região.
A missão internacional foi integrada por Sindey Carlos Sabbrg, da Diretoria de Florestas do Ibama; John Bennett, da Independent Consultat/Friende Of IPCA – USA; Wayt Thomas, do New York Botanical Garden; Yung Chin, do IPCI, chairmaer; Lynn Hannings, do IPCI, USA Presidente; Tanja Doerfler, IPCI, Germany Delegate; Kathryn Kostka de Tanzi, International Liaisn, Nacional Symphony Orchestra Of Costa Rica. Ainda, Arthur Dubrxa e Dietrich Burger, IPCI, Comurnat Delegates.
O pesquisador da Ceplac Demósthenes Lordello de Carvalho lembra que pela Lei nº 6.607, de 7 de dezembro de 1978, que institui o pau-brasil como Arvore Nacional, cabe ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promover em todo o território nacional viveiro de mudas de pau-brasil visando sua conservação e distribuição para finalidades cívicas. “Portanto, a Ceplac cumpre seu papel com órgão vinculado ao ministério, sendo pioneira na proteção dessa espécie vegetal”, conclui.

