O Centro Regional de Apicultura do Sul da Bahia da Ceplac estará realizando, no período de 23 a 25 deste mês, o 1º curso sobre a criação de abelhas indígenas, que constará de aulas teóricas e práticas. O curso tem como objetivo despertar a consciência para necessidade de preservar essas abelhas da extinção, já que é uma grande alternativa geradora de renda para apicultura.
O curso dará grande ênfase às abelhas urucu, em especial a amarela (Melípona rufiventris), nativas do sul da Bahia. “São abelhas que têm no seu mel um grande valor medicinal e são responsáveis pela polinização de grande parte das plantas da mata atlântica”, afirma o coordenador do Centro de Apicultura da Ceplac, o pesquisador Ediney de Oliveira Magalhães, para quem “essa é uma grande oportunidade de se conhecer a importância dessas abelhas e a necessidade da sua preservação, bem como sua importância econômica”.
O interesse pela criação de abelhas sem ferrão (abelhas indígenas) é justificado na maioria dos casos pelo uso nutricional e terapêutico do mel e pelo fato da sua comercialização promover um aumento na renda familiar, além da atividade servir como fonte de lazer. Do ponto de vista biológico, a criação de abelhas também é importante porque esses insetos, ao coletarem pólen e néctar de flor em flor, promovem a polinização e, conseqüentemente, asseguram a perpetuação de milhares de plantas nativas e das exóticas cultivadas.
O curso de abelhas indígenas será ministrado pela bióloga Paulina Ramalho Sicupira. Estão sendo oferecidas 20 vagas. As informações poderão ser obtidas pelo telefone (73) 3214-3250 ou pelo endereço eletrônico: ceplac_apicultura@yahoo.com.br.

