Ruralistas ganham novo prazo para renegociar

por admin_ideale

 


Para a bancada ruralista no Congresso Nacional, a prorrogação por mais de 90 dias para o vencimento das dívidas do setor agrícola, que o governo concedeu na semana passada, na última hora antes do término do prazo, sinaliza a busca por uma composição melhor para o acordo negociado com o setor.

Segundo o deputado Homero Pereira (PR-MT), que integra a Comissão de Agricultura da Cãmara, os ruralistas ganharam tempo para negociar uma solução alternativa aos seus problemas. “Ficou melhor, assim agente não corre o risco de produzir um acordo sob pressão e será possível elaborar uma proposta mais alinhada com os interesses do setor”, disse.

Para o deputado, no momento pelo qual passa a economia brasileira, o governo federal não se sensibilizar com a situação dos empresários da agricultura é um erro e uma injustiça. Segundo Pereira, os segmentos mais afetados são os de grãos. “São elas as produções de arroz, feijão, milho, soja, algodão, café, milho e como sempre o caso histórico do cacau, que concentram a maior parte da dívida”, conta.

Pereira avalia que o governo federal entendeu os conceitos incorporados na proposta do setor, que são: o enxugamento substancial das dívidas agrícolas; o alongamento da dívida, que seja feita em um prazo compatível com a possibilidade de pagamento; taxa de juros que não passe de 4%. “A proposta do governo nesse quesito é como trocar seis por meia dúzia. É melhor deixar o dinheiro parado na poupança”, afirma; e a questão da dívida ativa e a necessidade da concessão de um desconto e tratamento diferenciado. “Alguns casos, dívidas que eram de R$ 400 mil passaram a ser RS600 mil”, explica.


 


 


Diário do Comércio & Indústria

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