O uso do cacau já era conhecido dos povos pré-colombianos da América Central, particularmente dos maias e astecas. Entre esses povos, as sementes, torradas e moídas, eram batidas em água quente até fazerem espuma, aromatizada com especiarias. O nome da planta é de origem asteca: cacahuatl (cacau) ou cacahuaquahuitl (cacaueiro); o da bebida, chocoatl (chocolate), de origem maia.
A introdução do cacaueiro em terras capixabas tem por mentor Joaquim Francisco Calmon em 1880. O plantio efetiva-se sem sucesso na fazenda Guararema. Posteriormente as experiências exitosas estendem-se para os sítios Taquaral, Sossego e Cipó. O material botânico procede do estado da Bahia e pertence ao grupo forasteiro amazônico.
Ainda no decorrer de 1917 chegam a Linhares os produtores de cacau da Bahia. Dr. Filogônio Peixoto adquire a propriedade Maria Bonita e o coronel Antônio de Negreiros Pego estabelece-se nas fazendas Gigante e Primor. Filogônio Peixoto responde pela adoção do método de plantio denominado cabruca ou mata raleada. Em 1918 registra-se forte afluência de pioneiros.
O grande avanço econômico e político do município de Linhares foi devido a cultura do cacau e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).
Atualmente, o município é responsável por cerca de 90% da produção estadual de cacau.

