O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), com o objetivo de contribuir com as medidas de combate à seca no Norte de Minas, está enviando materiais gráficos para suas coordenadorias regionais, contendo informações sobre ações de prevenção contra focos de gafanhotos. As unidades do IMA em Curvelo, Montes Claros e Janaúba e seus escritórios seccionais, receberão cartazes e folders que serão distribuídos para proprietários rurais e técnicos agrícolas da região. As peças têm caráter preventivo e trazem informações sobre como identificar e combater focos de gafanhotos.
O IMA alerta os produtores rurais a estarem constantemente atentos ao aparecimento de grande concentração de gafanhotos. Insetos que se alimentam de pastagens, milho, cana-de-açúcar, sorgo, capineiras e outras plantas, os gafanhotos podem destruir completamente a lavoura quando atingem altas populações, causando prejuízos ao produtor. Em Minas Gerais, sua incidência é mais comum em municípios do Norte.
O gafanhoto apresenta três fases distintas: ovo, ninfa e adulto. As fêmeas põem os ovos no solo a uma profundidade de 5cm, onde permanecem durante a estação seca. No início da estação chuvosa, inicia-se a eclosão, surgem as ninfas ou saltões, formando pequenos bandos que se movimentam por meio de saltos, pois ainda não têm asas desenvolvidas. Na fase adulta, esses insetos podem voar e ficam espalhados na área em busca de alimento e acasalando, para garantir a sobrevivência da espécie. É nesta fase que consomem maior quantidade de alimento e provocam prejuízos em lavouras.
FOCOS – O momento ideal para combater a praga é na fase dos saltões, quando estão agrupados, permitindo uma ação mais eficaz do inseticida. O combate é mais econômico, rápido e menos agressivo ao meio ambiente. Os produtores rurais são elementos fundamentais no controle aos gafanhotos, pois é de sua responsabilidade o acompanhamento do desenvolvimento dos insetos em sua propriedade. O IMA sugere que os produtores criem o hábito de inspecionar sua pastagem ou plantação depois dos primeiros dias de chuva, em busca de focos do inseto. Se constatada a existência de uma grande população, o proprietário deve entrar em contato com os escritórios do instituto ou da Emater mais próximos, para receber instruções adequadas para a eliminação dos insetos.
É importante que os produtores rurais procurem assistência técnica para a prescrição de um produto químico para controlar a evolução da praga, caso seja necessário. Não é aconselhável a aplicação de agrotóxicos sem orientações.
O trabalho envolve 112 municípios da região, que abriga atualmente 57 mil propriedades rurais. A elaboração desse material foi acertada durante a reunião do Comitê Gestor da Crise da Seca do Norte do estado, ocorrida no fim de fevereiro em Montes Claros. Essa é uma das ações do governo para combater os efeitos da estiagem prolongada no Norte do estado. De acordo com dados Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG), no ano passado a região enfrentou uma das piores secas da história e os prejuízos da safra agrícola 2007/2008, chegaram a R$ 266 milhões.
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